domingo, 6 de julho de 2008

Relatos de Uma Semente Estelar IX e X

UMA MENSAGEM DO MESTRE

No início da minha estada na Terra, há algumas vidas passadas, meu aprendizado e cuidados foram entregues, pelo Comandante Ashtar Sheran, a um Ser de Seu grupo cósmico a serviço, na ocasião na Terra, naquela época Gran Sacerdote, cujo nome é El Morya Khan, Hierofante do Primeiro Raio (Azul), a quem acostumei-me a chamar de Mestre e Pai.

Este Mestre teve sua última encarnação na Terra, como El Morya Khan, (nome pelo qual é hoje denominado), filho e herdeiro do trono do monarca Ali Vardi Khan, em Bangladesh. Teve o Mestre, outras encarnações importantes na Terra, a exemplo do Rei Arthur da Távola Redonda, tendo passado pelos portais da ascensão em 1888. Hoje utiliza um corpo semi-materializado para melhor desenvolver seu trabalho na Terra, como um príncipe Rajput, vivendo num vale dos Himalaias.

Durante todas as minhas vidas, os ensinamentos foram bastante severos, característica do Raio Azul do Poder e da Vontade, mas mesclados de Amor Divino e Sabedoria.

Tendo sua morada terrena sobre as montanhas Himalaias, aprendi a buscar refúgio e seu ombro amigo, ficando por várias horas sentada a seu lado, no seu jardim ou num pequeno banco, quando O escuto tocar belas melodias, na sala de músicas de Sua casa, num piano de uma madeira cor-de-rosa e tão perfumada que me deixa tonta.

No processo de aprendizado terreno, enfrentamos vários degraus iniciáticos e em vários destes, algumas pessoas encarnadas, são testemunhas desses cerimoniais, por quem o Mestre repassa lições e “chamadas de atenção”, principalmente quando estou dispersa e confusa.

Há alguns dias passados recebi um desses “recados”, logo ao acordar pela manhã, através de um telefonema de uma destas pessoas amigas, a quem denominarei de Cléa:

-Boa dia Socorro! Aqui quem fala é Cléa. O Mestre pede para você reler e observar uma mensagem que repassou para você em 21/05/1996. Repasso o pedido Dele da maneira como falou com aquele jeito austero. Você sabe como sou obediente! Acrescentou.

-Obrigada amiga! Irei em busca da mesma, isto é, irei procurá-la. Respondi.

Sem lembrar o teor da dita mensagem, um pouco preocupada, iniciei a busca do texto.

Após minuciosa procura, encontrei a mensagem, a qual repassarei para todos:

“Não pode haver mero acaso num Universo onde tudo é Ordem e Ritmo, até nas fases aparentemente caóticas da Manifestação.

A velha civilização esgotou suas energias nas disputas pessoais, revoluções, guerras, doenças, fome.

Poderá ser perguntado: nós fazemos terremotos? Tenhamos pois presente que os mesmos ventos que produzem tufões, movem moinhos; as mesmas águas que causam inundações, acionam as turbinas hidroelétricas; a manada que ao estourar espalha a destruição, é a mesma que serve à lavoura. A diferença, em cada caso, é a existência ou não, de uma Vontade e de uma Direção, ou Comando.

O direcionamento dos propósitos da humanidade é cooperação e não competição; paz e não guerra; amor e não ódio; a vontade dirigida para o bem geral e não para o bem pessoal e egoísta – é o que abrirá caminho para a solução do problema das relações humanas, talvez o mais grave, atualmente, e também se resolvido, o mais promissor, na sociedade atual.

Quanto deve sofrer a humanidade antes de chegar a uma compreensão da vantagem da UNIDADE!

A Terra é para ser salva por mãos terrenas, e as Forças Celestiais estão enviando o melhor maná; mas se não for colhido, ele é transformado em orvalho. Por isso, sem permitir que as mentes sejam invadidas pelo pânico ou desânimo, procura-se explicar as razões das dificuldades mundiais da atualidade, resultante desta fase de grande transição entre duas civilizações (e as que ficaram pendentes no caminho), que resulta da entrada do sistema solar na Era de Aquário, saindo do signo de Peixes. As novas energias que assim começam a atuar sobre o planeta fazem com que todas as instituições humanas que limitem a Liberdade, a expressão da consciência e o progresso evolutivo da humanidade desmoronem.

Através do uso ordenado da Vontade é possível atrair Energias mais elevadas e pô-las a serviço da humanidade. Também, é um dever ajudar os que estejam em nível inferior, a se elevarem ao nível de consciência que outros já tenham alcançado.

O trabalho em si propõe a cada discípulo um “ritual” de disciplina voluntária e individual; a obediência à Lei do Ritmo; a persistência no esforço ordenado e constante; a aspiração aos Caminhos Superiores. A Lei do Ritmo é uma Lei Cósmica – tanto na pulsação cardíaca como no movimento respiratório; tanto na sucessão dos dias e das noites, quanto no movimento das marés; desde o nascimento até o fim da manifestação de um astro; em tudo, observa-se ordem, disciplina seqüência, períodos de atividade e repouso. Assim é o Ritmo Cósmico.

Paz é a coroa da cooperação. Esta função leva ao entendimento e unificação. Cada agente unificador está sujeito ao perigo pessoal. Cada pacificador é difamado. Cada trabalhador é ridicularizado. Cada construtor é chamado de louco. Assim, os servos da dissolução tentam afastar da face da Terra a Bandeira da Iluminação.

O companheirismo sincero pode curar facilmente as feridas de um amigo – mas é necessário desenvolver a arte de pensar em nome de Deus.

A trajetória da humanidade não se faz ao acaso: há um Plano Cósmico do qual todos Nós participamos. Da cooperação e da Boa Vontade de homens e mulheres chamados “Servidores do Mundo”, depende o sucesso desse Plano.

Os líderes desses grupos são conhecidos por suas qualidades construtivas e inclusivas. Modelam a opinião pública, tendo por traz desses líderes e cooperadores os “Guardiões do Plano”- a Sociedade de Mestres Iluminados, Mestres da Sabedoria que compõem o “Governo Espiritual do Planeta”.

Alguns trabalhos dos Mestres consistem em treinar alunos e discípulos para serem utilizados em grandes eventos, como a vinda do Instrutor do Mundo e outros, para que possam ser úteis no estabelecimento das novas raças e reconstrução das presentes condições mundiais.

A Hierarquia Espiritual está procurando exteriorizar-se e restaurar os mistérios para a humanidade a quem eles verdadeiramente pertencem. Para que a tentativa seja bem sucedida é bastante que todos que perceberam a visão do Plano traçado voltem a se dedicar ao serviço da humanidade, empenhando-se no trabalho de ajudar até o limite de sua capacidade (meditem sobre estas palavras e descubram o seu significado). A necessidade e a oportunidade são grandes e todos os possíveis ajudantes estão sendo chamados para a frente de batalha.

Nas meditações dos períodos lunares, de Lua Nova para Lua Cheia, é hora de intensificar, absorver e acrescentar. Da Lua Cheia para a Lua Nova é tempo de assimilar e distribuir maior progresso real sobre um longo período que pode ser alcançado pela observação desta Lei Cíclica.

De outra maneira pode-se tornar o apóstolo da Ética Viva, se não se puder provar, de maneira pessoal, dos bens e da generosidade do Ensinamento, se os que seguem não o aplicarem em sua vida diária?

Os que praticam o Ensinamento da Vida não agirão corretamente se cederem à depressão, desânimo e se deixarem invadir pela dúvida. Eles vivem para o futuro e trabalham para realização do infinito, e sabem que nenhuma tentativa, sem nenhum esforço rítmico e contínuo, ficou sem resultado. Dá-se conta, de fato, que somente seu desejo de fazer o bem, e seus esforços consagrados a cada tarefa, são à base de todas as realizações.

Trabalhai pela unificação dos colaboradores!

Uma promessa Nos é feita: unidade, coragem e realização. É com estas qualidades do Fogo que o Mundo Novo se edifica e que o direito de entrar na Fortaleza do Grande Conhecimento se conquista!

Um olhar intrépido se elevará até o Sol da Hierarquia. Portanto, não seria prudente lançar um barco à água, sem leme. Mas o Piloto é predestinado e a criação do coração não se precipita no abismo. Como marcos numa estrada luminosa, os Irmãos da Humanidade, sempre vigilantes, montam guarda, prontos para conduzir o viajante na cadeia da ascensão.

Perguntarão: “porque primeiro INFINITO, depois HIERARQUIA e somente então CORAÇÃO? – Vem primeiro a direção, depois as correspondências, depois os meios. Não se deve deixar a dúvida destruir esta ajuda sagrada. Ela é destrutiva da qualidade e túmulo do coração. Nada podemos fazer sem a qualidade. Nada podemos compreender sem o coração. Não existe nenhum resultado sem a beleza de uma Vontade amorosa ou de um Amor consciente!”

Que Assim Seja – EL MORYA.

Após a releitura desta mensagem, vários pensamentos passaram pela minha mente. O mais importante deles é a certeza de que o Mestre relembra, a todos nós, o sentido da Fraternidade Universal. Somente unidos conseguiremos desvendar os segredos dos caminhos e vencer as etapas de aprendizados que teremos de enfrentar, neste momento crucial em que atravessa a humanidade terrestre.

Ele nos mostra três pontos chaves destas descobertas e que em muito nos ajudarão: INFINITO, HIERARQUIA e CORAÇÃO.

O Infinito nos reportará a certeza de que, como numa holografia, jamais poderemos atingir os objetivos propostos se não tivermos, no interior, a certeza de que somos uma totalidade.

A Hierarquia nos indicará o caminho certo a seguir se pudermos abrir o Coração para suas indicações, sem dúvidas, sem medos, sem inseguranças, na certeza de que somos cidadãos universais!


Relatos de Uma Semente Estelar X

“Olho para longe, por sobre o mar adormecido da humanidade, e sussurro estas palavras na noite. Sei que estou me dirigindo a um grande Ser que ainda dorme na ignorância de si mesmo. Sei que, se os ventos selvagens do inverno de seus sistemas de comunicação fizerem ecoar os farrapos ou fragmentos desta mensagem na escuridão, será ainda ao inconsciente que estarei falando. Pois o consciente viu surgir o clarão do céu no Oriente e sentiu o calor da Primavera da vida eterna começar a descongelar a dureza de seus pensamentos”

KEN CAREY



COMO É QUE OCORRE O CONTATO INTERIOR?

De início, os contatos com planos superiores se misturam com o psiquismo do indivíduo. Com o desenvolvimento consciencial do indivíduo ou do grupo, o mecanismo de contato passa por transformações. À medida que a energia sutil chega ao núcleo material vai mudando, conseqüentemente, os seres que avançam na sua evolução.

Existem vários contatos que ocorrem através do Plexo Solar, sendo bastante comum em seres humanos muito emotivos. Aqueles que se encontram nessa etapa evolutiva podem erguer-se a patamares superiores indo em busca da própria essência, desapegando-se das formas e interações do Plano Astral. Para isso, precisam desenvolver qualidades básicas como: entrega, despojamento, não julgamento (Telepatia do Plexo Solar).

Outro nível de contato é o que se estabelece no ser em processo de integração de sua Tríade (corpos físico / etérico, emocional, mental). Os centros que interagem nesse contato são o Laríngeo e o Frontal. O ser consegue permanecer consciente ou semiconsciente da experiência, entendendo se deve ou não completar o contato. Normalmente este contato ocorre no Plano Mental Concreto ou Abstrato, podendo contar com a atuação do centro cerebral direito, que inicia seu despertar (Telepatia Mental e início da Superior).

Nesta ocasião, muitos seres estão se aproximando da Terra. Isto é uma dádiva e um desafio, pois fazer essa interação requer a capacidade de canalizar o Fogo Espiritual sem ser queimado por ele, o que não se pode conseguir se a própria vibração estiver em oposição às transformações que ele provoca.

Mesmo que muito comuns estas formas de contato, ainda há possibilidades de contatos mais avançados. Isto se dá por determinação interna e não por determinação do ego. Este processo avançado é um processo de comunhão ligado ao 2º Raio (iluminação), através do Corpo de Luz (no nível espiritual-Merkabah) e do Corpo Monádico (veículo unificado à consciência superior).

Estes tipos de contatos são possíveis em várias gradações. Podem ocorrer em qualquer momento, inclusive durante o sono ou no período entre o sono e o estado de vigília. Isto é, antes de acordar.



QUAIS AS CONDIÇÕES REQUERIDAS PARA ESSES CONTATOS SE ELEVAREM PROGRESSIVAMENTE?

Mesmo com as variantes requeridas para casos como estes, podemos citar pontos comuns a serem exercitados:

A pureza do contato, grau de energia genuína presente, é reconhecida pela vibração e repercussão nos centros etéricos do ser contatado, e não apenas pelas informações que contém as mensagens.

A Hierarquia não se manifesta simplesmente para transmitir dados ou informes. Visa impulsionar a transformação da vida, a elevação da existência planetária. Os canais ou seres-contato são estimulados a um relacionamento desprovido de formas, assumindo as mudanças no dia-a-dia, requeridas para a evolução.

Ser desapegado pelo caminho percorrido e resultados alcançados são fundamentais, bem como colocar em prática as indicações recebidas dos Planos Superiores. O desapego pelos resultados das ações é uma das bases da pura entrega.

A elevação individual e grupal é fator secundário diante da tarefa; é simplesmente decorrência do total esquecimento de si.

É necessário aprender a separar “o joio do trigo” ao lidar com os contatos, uma vez que por mais puros e elevados que sejam ao atravessar os planos densos, assumem aspectos que antes não possuíam.

A humildade é à base da Hierarquia, para o verdadeiro serviço da ascensão da consciência. Sem ela, as formas do ego infiltram-se tanto nos contatos sutis quanto na ação exterior. É necessário orar e vigiar.

Havendo sinceridade e disposição em avançar, recebe-se a ajuda necessária; mas se o grau de comprometimento com as forças retrógradas ainda for intenso, perde-se a clareza e a verdadeira ligação com a Fonte se dilui.

Não desperdiçar as oportunidades de aprendizado que o caminho oferece.


COMO PENETRAR NA SENDA?

Pelo coração chega-se a um estado de saber sem pensar, deduzir, analisar. Tal sabedoria é fruto da união que o coração tece aproximando da essência tudo o que existe, irmanando os seres nu amor que os move à doação e ao serviço. O coração é a sede da Unidade.


APÓS A OPÇÃO PELA VIDA SUPERIOR, HÁ POSSIBILIDADES DE O INDIVÍDUO VOLTAR TRÁS?

Quando o caminho é transposto, mesmo que se queira olhar a trilha percorrida, não a pode ver. Tendo alcançado certo patamar, nova fase do serviço o aguarda. Cheio de gratidão o indivíduo encontra a trilha sem retorno. É preciso, no entanto, orar e vigiar sempre, reafirmando os votos de prosseguir.

DE QUE FORMA GRUPOS E CANAIS INDIVIDUAIS RECEBEM INSTRUÇÕES INTERNAS?

Indivíduos e grupos específicos vem sendo preparados para atuar em sintonia com a meta evolutiva da consciência planetária.

Geralmente as instruções são dadas durante o sono, estado em que a consciência está livre de condicionamentos.

É previsto que integrantes de grupos internos ampliem a consciência de sua participação na vida que transcorre em esferas subjetivas e invisíveis.

O relacionamento com diversos escalões da Hierarquia tende a ficar mais claro e as etapas a serem cumpridas para se alcançarem planos mais elevados poderão ser reconhecidas com maior facilidade.


COMO ATUAM OS MENSAGEIROS DA HIERARQUIA EM SEU TRABALHO DE INSTRUIR A HUMANIDADE?

Um instrutor conhece a linguagem que toca o ouvinte e pode pronunciar a palavra a ser revelada em cada situação.

Deixa um acalanto embalar quem precisa de repouso, e um som retumbante reunir os que partem para o trabalho desses tempos. A Hierarquia pode então afirmar em cada um a sensibilidade que o levará ao ponto seguinte da viagem cósmica da existência.

A têmpera na qual se formam os instrutores fá-los acompanhar passo a passo o caminhar daquele que está sendo instruído e observá-lo impessoalmente, sem interferir nas decisões que lhe define a jornada.

A Hierarquia diz: “Nos ombros de cada ser é colocada apenas à carga que ele pode carregar.”


COMO DEVE SER FEITA A PREPARAÇÃO DE UM CANAL OU SER-CONTATO?

À medida que o indivíduo amadurece em seu caminho espiritual, as expectativas sobre as várias modalidades de contato com energias superiores vão-se dissolvendo. Seja qual for a maneira pela qual o contato ocorre, exigirá desse indivíduo receptividade aos impulsos sutis que chegam até ele.

Do aprofundamento desse mecanismo de captação, afinamento da sintonia com Leis Superiores e, refinamento, é que lhe permitirão responder corretamente ao que lhe é transmitido e decorre sua autêntica formação como ser-contato.

Nesse processo, mesmo os fatos rotineiros do dia-a-dia são importantes fontes de aprendizado, e em determinadas fases essa vida externa constitui para ele uma escola, oferecendo-lhe a todo instante vários ensinamentos.

O caminho de um canal é essencialmente o da percepção e irradiação, e a maior parte da sua formação é fruto do cumprimento e do desenvolvimento da própria tarefa interna.

As Hierarquias responsáveis pela formação e preparação dos seres-contato, com paciência infinita aguardam atentas o momento propício para estimulá-los a transformarem-se e a descobrir que a vida deles é elevar a matéria e níveis de estabilidade e harmonia.


EXISTEM ÁREAS ESPECIAIS EM QUE OS CONTATOS INTERNOS SÃO FACILITADOS?

Os contatos internos independem de situações materiais, mas estas podem facilitar ou dificultar a participação da consciência externa neles.

Não criar expectativas é um requisito para desenvolvimento do trabalho interior. Porém, perceber e revelar o que se passa nos planos sutis de certos locais e desse modo colaborar na exteriorização de realidades internas faz parte da tarefa de alguns indivíduos e grupos no plano físico.

Essas áreas são identificadas por ventos constantes mantendo os éteres renovados com clima predominantemente seco e bem adequado a sutilizações; abelhas e louva-a-deus estão presentes e há ausência de animais nocivos.

Saber que nunca está pronto, mas avançar sempre, vigiar e perseverar é uma necessidade.


COMO SE FORMA NO PLANO FÍSICO UM NÚCLEO DE CONTATOS INTERDIMENSIONAIS?

Existem esboços, nos planos invisíveis, dos núcleos de contato a serem formados, com tarefas definidas.

Na formação destes locais no mundo material, é necessária a definição das linhas de trabalho.

Para cumprir a parte que lhes cabe no Plano Divino, o ritmo desses trabalhos deve ser revisto, onde os ajustes são feitos.

O cumprimento das tarefas destes núcleos fundamentam-se numa ampla rede planetária de serviços, onde tudo se interliga ordenadamente.

DE QUE FORMA DEVEMOS TRATAR NOSSOS CORPOS PARA CHEGARMOS AO CONTATO INTERNO?

O modo mais direto é o serviço que, em colaboração com o Plano Divino, o indivíduo vai prestando cada vez mais integralmente, em coligação com a Hierarquia.

Toda a atenção deve ser enfocada na tarefa a cumprir, de onde o desapego vai emergindo com o desenvolvimento dessa dedicação ao Plano.

A vida interior é plena de bálsamos curadores. Irmandades Invisíveis auxiliam o ser, mostrando-lhes o rumo, dando-lhes forças nos momentos de fraquezas, Luz nos de obscuridade. Na realidade, nada do que se vive é perdido. Tudo é convertido em bem, aprendizado e crescimento.


DO PONTO DE VISTA ENERGÉTICO, COMO SE DÁ O DESENVOLVIMENTO DO INDIVÍDUO NA ATUALIDADE?

O consciente direito (hemisférios direito) lida com o elemento Luz. Uma vez despertado, este simplesmente sabe por estar em contato com a fonte de onde o conhecimento provém.

Um potente estímulo para o consciente direito despertar e desenvolver-se está emanando, nesta época, dos centros planetários. O despertar desse consciente passa a fazer parte do preparo, para a iniciação, que se incorpora de modo simples e direto à vida cotidiana dos que buscam a verdade.



COMO ATUAR MAIS EFETIVAMENTE NO SENTIDO DE DESPERTAR O CONSCIENTE DIREITO?

Com a avalanche de estimulações negativas e caóticas continuamente lançadas no campo psíquico do planeta, é necessário que os corpos, atos, sentimentos e pensamentos sejam permeados por uma vibração harmonizadora estável, que possa afinar-se com as energias da alma, da mônada e da Hierarquia.

Para ser efetiva, essa vibração deve apoiar-se em bases ígneas, tais como:

Disposição de transformar-se;

Amor à Verdade;

Dedicação ao serviço evolutivo;

Alicerçar tudo na fé e entrega à Realidade Suprema (despertar dos centros do consciente direito);

Fazer um período diário de meditação para efetivação dessa entrega.


HÁ NOS NÍVEIS INTERNOS DA EXISTÊNCIA SERES QUE PARTICIPAM DOS TRABALHOS COM OS SERES HUMANOS?

O desenvolvimento da consciência, em todas as suas fases, é cuidadosamente velado por seres excelsos.

Os homens, ao buscarem transcender os limites materiais, juntam-se a núcleos compostos por estes seres libertos, núcleos que atuam como faróis a iluminar-lhes silenciosamente o caminho e que canalizam energias de um estado de energia denominado Conselho.

No momento atual, os Conselhos estão sediados n aura de centros planetários. Estes Conselhos conduzem os indivíduos e a vida ao encontro da essência, indicando-lhes pacientemente as leis, ritmos e padrões a serem expressos em cada etapa.

Humanos e seres de diversas dimensões são introduzidos na aura desses Conselhos, tendo em vista as tarefas que devem ser desempenhadas. Quando o ser se encontra próximo a estes núcleos, ele percebe imergindo num estado de profundo silêncio.

PESQUISA EFETUADA POR: SOCORRO VIANA

FONTE: BIBLIOGRAFIA DA IRDIN EDITORA E BASES DO MUNDO ARDENTE (TRIGUEIRINHO)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Relatos de Uma Semente Estelar VII e VIII

CONEXÃO GUARABIRA II

Estávamos em agosto de 2000 e a quase dois anos da primeira viagem à cidade de Guarabira.

As pessoas que participaram do primeiro evento, cada uma havia tomado um rumo diferente, restando basicamente eu e um colega que descobri ser meu irmão estelar e, mesmo nós dois nos víamos muito pouco.

Nesse período, me deparei, de repente, sentindo que deveria ligar para um dos membros do antigo grupo a quem denomino de cientista. Criando coragem, liguei.

-Alô, aqui quem fala é Socorro! Gostaria de falar com o Sr. Cavalcanti.

-Ele não se encontra no momento! Alguém respondeu do outro lado da linha. O Sr. Cavalcanti retornou a ligação após alguns dias.

-Alô Socorro, alguma novidade?

-Nenhuma. Apenas senti a necessidade de ligar para você. Gostaria de retomar nossos trabalhos de pesquisa ufológica!

-É muito interessante, pois esta semana recebi um telefonema do pessoal de Guarabira e da possibilidade de análise de alguns fatos novos que estão acontecendo lá. Esta análise deverá ser feita por uma pessoa sensitiva. Pensei logo em você. Que tal irmos até lá neste final de semana para vermos "in loco" estes fatos?

-Voltarei a falar com você após organizar minha vida familiar, ok?

-Combinado! Até breve.

Com este diálogo na mente, procurei organizar minha saída diante dos familiares e liguei para meu irmão estelar, procurando saber se ele poderia ir também. A aceitação foi total. Iríamos os três, nessa nova missão. No último momento, engajou-se ao grupo, a esposa do meu irmão estelar. Esta iria, muito mais, pela viajem do que pelo trabalho em si.

No sábado seguinte, seguimos cedo, via Ingá, a cidade das pedras "falantes", como gosto de chamar.

Mesmo que o caminho fique mais longo, sempre fazemos este percurso. Parece que, ao fazer isto, recebemos uma carga de energia maior, proveniente daqueles que no passado deixaram seus registros nas pedras, como um indicativo para quem ousasse continuar a buscar os segredos do tempo.

Chegamos a Guarabira próximo ao meio dia. Após acomodações num dos únicos hotéis da cidade e contato com os pesquisadores nossos conhecidos, nos dirigimos à residência de uma família atemorizada pelo que estava acontecendo na casa e em sua vida. Ocorrências de telecinesia (interação da matéria com a energia, criando movimentos) e aparições desconhecidas estavam acontecendo já algum tempo. Precisávamos conhecer os fatos, saber com que estávamos lidando, para podermos organizar nossa vigília ufológica de logo mais à noite, um dos objetivos de nossa viagem.

Nos deparamos com uma casa muito simples e uma família composta pela mãe, uma senhora que aparentava uns 45 anos, dois rapazes e uma moça, na faixa de 23 a 26 anos. Nos acomodamos numa sala de jantar que também servia como cozinha, enquanto conversávamos. Apavorados nos repassaram um quadro muito estranho: eram objetos que apareciam em meio a focos luminosos, como carteiras de cédulas com dinheiro, se por acaso a senhora precisasse; no meio da noite, pessoas que diziam estar mortas, a acordavam pedindo orações; figuras de seres intergalácticos se dizendo comandantes, apareciam nas paredes como desenhos que se moviam e falavam com as pessoas da casa, dando lições de sabedoria; árvores ao redor da casa, que á noite, criavam rostos e braços como se quisessem agarrar, principalmente a senhora; os animais, como gatos e cães pertencentes à família, esgueiravam-se pelos cantos, olhando fixamente para coisas invisíveis que os amedrontavam.

No geral, pensei, estávamos diante, não de fatos extraterrestres, mas de um claro caso de poltergest. Devia haver na família então, um epicentro, ou alguém que catalisava aquelas energias. Eu sabia que em casos como este, alguém seria um médium de materializações, não trabalhado, onde o mesmo criava as forças elementares ou seres incorpóreos utilizavam as energias desse médium para causar desconfortos nas pessoas que conviviam no ambiente.

O clima da casa era um tanto sombrio. Dava arrepios nos mais sensíveis.

O que poderíamos fazer por eles? Como poderíamos ajudá-los? Perguntava-me. Primeiramente, pensei, precisávamos ver porque a casa estava tão vulnerável a estas ocorrências. Comecei a perguntar e descobri que o quintal ficava diretamente em frente ao portão do cemitério. No fundo deste quintal, haviam montado a torre de controle de rádio e TV da cidade. Outro fato era que, o construtor da casa, havia feito um telhado em forma piramidal, um verdadeiro receptor energético.

Durante as conversas, descobrimos que a dona da casa era um médium (sensitivo) em potencial. Portanto, ali estavam várias respostas para os acontecimentos. Ela estava catalisando tudo. O segredo estava parcialmente desvendado.

Só havia um problema: éramos pesquisadores da ciência extraterrestre, não exorcistas.

Voltamos para o hotel, a fim de clarearmos as idéias. Repassai para os meus colegas o que senti e, como terapeuta, o que podia fazer era alinhamentos energéticos, na casa e nas pessoas, coisas que sabia como fazer. Ficou combinado que o trabalho de vigília ufológica faríamos, desta vez, no jardim da casa por termos uma boa visão do céu.

Conforme acertado, às 8:00h retornamos à residência daquela família e aos estranhos fatos narrados. Estaríamos agora, lidando com o caso diretamente. Precisávamos de todo discernimento e coragem. Sabíamos que o medo atrapalha tudo.

Munida de um kit de alinhamento, que sempre carrego comigo (cristais, pêndulos radiestésicos, aromas, óleos etc.) e meus colegas com o material de pesquisa (bússolas, telescópios, máquinas fotográficas, binóculos, etc), iniciamos nosso trabalho. Eu dentro da casa e eles fora, fazíamos de momento em momento, uma interação e troca de informações.

Próximo das onze horas terminei as limpezas e o trabalho de equilíbrio. Os presentes se sentiam bastantes calmos e os fenômenos aparentemente sob controle.

Ao efetuar o equilíbrio tudo serenou inclusive, percebíamos a suspensão ou contato de qualquer tipo.

Meu irmão estelar perguntou em tom de brincadeira:

-Socorro, estás sentindo alguma coisa no ar?

-Não, nada. Será que equilibramos as coisas exageradamente? Respondi rindo.

Um fato veio nos deixar completamente aturdidos: durante nossa conversa da tarde com a família, a senhora havia acrescentado que um pássaro grande, com parte das asa em tom metálico, passava, toda noite, por cima da casa deixando um perfume estranho no ar. Na ocasião em que foi relatado isto, pensei: "estas pessoas estão navegando demais" e, não dei muita importância ao fato. Mas, por volta das 11:30h daquela noite, começamos a ouvir o som forte de um vôo rasante por cima da casa. A senhora disse: "é o pássaro, corramos para ver". Ficamos a observar enquanto um grande pássaro preto tendo na parte de baixo das asas uma cor metálica dava vôos rasantes. Na sua passagem, que chegávamos a ouvir o som do deslocamento do ar, deixava um forte e estranho perfume (lembrava rosas molhadas). Depois de uns quatro vôos ele sumiu dentro da noite.

Meu Deus, mas o que era aquilo! Pensei. O que representava este estranho evento? Nenhuma ciência, nenhuma pesquisa, saberia dizer o que aconteceu ali. Jamais iríamos entender nem classificar o que aconteceu e presenciamos.

Desanimados e cansados, desmontamos o material e voltamos para o hotel. No meu quarto, sentia o ar impregnado de formas. Sem consegui dormir deixei, o resto da noite, a luz acesa. Já quase pela manhã, o cansaço me fez adormecer. Logo em seguida, como se tivessem me desligado de uma tomada elétrica, despertei sentindo a aproximação do Comandante Ashtar Sheran que repassou orientações de como trabalharmos o local e as pessoas (a mensagem foi suprimida em função de ser relacionada às pessoas e aos locais que estamos trabalhando).

Após o café da manhã, retornamos ao Recife.



CONEXÃO GUARABIRA III

Após nosso último trabalho, e constantemente, sentíamos que os contatos de Guarabira ainda estavam em aberto. Será que concluiremos isto um dia? Não temos esta resposta.

Com esta impressão, e após vários meses, o nosso cientista, Sr. Cavalcanti me liga:

-Socorro, precisamos ir a Guarabira. Uma senhora sensitiva de lá recebeu uns símbolos através de clariaudiência e deseja que analisemos. Segundo ela, ia andando pela rua, quando uma voz desconhecida, com timbre grave, repetiu aqueles símbolos no seu ouvido. Ela está bastante impressionada.

Combinamos para irmos dentro de uns 15 dias, e ele desligou o telefone.

Fiquei pensando: que símbolos seriam estes? Porque precisávamos analisá-los. Bem, era necessário ir até lá para sabermos, o que desta vez, estava acontecendo.

Em função de estarmos estudando ufologia num pequeno grupo, semanalmente, juntar-se-iam a nós três, mais duas colegas. Éramos, desta vez, cinco pessoas.

Como sempre fazíamos, logo cedo, pegamos a estrada. Íamos comentando do porque de nossa atenção está sempre voltada para o insólito.

Ao passar, mais uma vez por Ingá, reavivamos nossas energias e seguimos para nosso destino: Guarabira, esta pequena cidade que havia sido edificada num corredor ou portal intergaláctico.

Ao chegarmos, fizemos um lanche, deixamos a bagagem no hotel e entramos em contato com nossos colegas da cidade, para juntos irmos visitar a sensitiva.

Aparentando uns 55 anos, a mulher passava uma calma e serenidade impressionante. Espírita praticante, coordenadora do centro espírita da cidade, demonstrava credibilidade em sua forma de dirigir-se a nós. Mostrava sua preocupação em não entender o que havia sido repetido ao pé do seu ouvido, como se fosse para não ser esquecido.

Com os símbolos nas mãos (mais parecia uma fórmula), prometemos refletir sobre o caso. Conversamos um pouco sobre assuntos gerais e combinamos nossa vigília ufológica, para logo mais à noite, nos moldes dos trabalhos anteriores.

Sem termos muito que dizer sobre os símbolos, ainda, no início da noite nos dirigimos para um campo de pouso de pequenas aeronaves, afastado do centro urbano, atualmente sem utilização. Em função da visibilidade que teríamos em todas as direções, seria um bom local de trabalho.

Juntaram-se ao nosso grupo de cinco pessoas, o nosso conhecido ufólogo da cidade e a senhora do caso anterior. A sensitiva da fórmula não pode comparecer.

Como de praxe, armamos os equipamentos de trabalho, dentro de um círculo imaginário de aproximadamente três metros de diâmetro.

A noite estava morna e o céu com uma visibilidade parcial. Aos poucos, uma densa nuvem formou-se e tomou conta de toda a abóbada sobre nossas cabeças. Tornou-se muito escura cobrindo o círculo no céu não nos dando condição de divisar as estrelas. Esta nuvem apresentava o formato de um grande disco circular, deixando que víssemos nas suas bordas externas, um céu mais leve. Ficamos algum tempo a observar aquilo. Depois, foi se dispersando o que nos deixou mais aliviados. Precisávamos de um céu límpido para trabalhar.

Nos nossos aparelhos havia sido incluído um rádio transmissor de ondas curtas médias e sido ligado, quando chegamos ao local, num canal aberto sem a escuta radiofônica.

Depois de montados os aparelhos demos as mãos e efetuamos uma prece para que pudéssemos ser bem sucedidos nos trabalhos.

Em pouco tempo, começamos a ver um sinal de luz no rádio. Nosso colega ufólogo de Guarabira, conhecedor do "Código Morse", utilizado antigamente em telegrafia, começou a decifrar os sinais que o rádio emitia. A cada palavra íamos ficando impressionados. Os sinais de luz diziam: "Estou aqui. Não entenderam minha comunicação. Estão desprotegidos. Só voltarei quando puderem entender. Estou preocup..." Os sinais cessaram sem ser completada a última palavra ou as outras que se seguiam.

Dizer que não ficamos temerosos não é bem a verdade. Por isto, resolvemos irmos embora do local ou talvez não trabalharmos mais naquela noite. Fomos pensando e começando a desmontar o material, mesmo que tivéssemos acabado de montá-los.

Antes de terminarmos, chegou da cidade, uma camioneta cheia de pessoas. Eram os familiares (filhos, filha) e amigos daquela senhora que estava nos acompanhando. Juntamente com eles, veio um adolescente de uns 12 anos, que sempre vivia com a família dos fenômenos e que já há algum tempo tinha visões de seres estranhos à sua volta. Estou citando isto, porque, como já mencionei, o adolescente, ainda em formação da personalidade, principalmente, produz energias um tanto desequilibradas as quais ainda estão sendo trabalhadas, sobre a força vital (Kundalini). Em função disso, são muito propensos, quando sensitivos, a ataques de forças desqualificadas. E, no nosso caso, desenvolvendo trabalhos onde seria necessária toda força equilibradora, a presença daquele jovem era preocupante.

A chegada desses visitantes me deixou de sobreaviso relativamente a nossa segurança e proteção, principalmente depois de ter recebido aquela comunicação, pelos sinais do rádio.

Estava meio desnorteada, quando uma das recém chegadas pediu-me para falar-me a sós. Levando-me a afastar das outras pessoas, fez-me sair do círculo de proteção que havíamos feito inicialmente.

Enquanto isto, meus colegas continuavam a desmontar nosso equipamento para nos afastar daquele local, antes que alguma coisa acontecesse.

Tarde demais! Á medida que me senti fora do círculo de proteção, uma "moleza" começou a me atingir paralizando-me completamente. Ao sentir aquele torpor, retornei ao círculo com uma desculpa e sentei-me numa cadeira, sentindo um enorme mal estar. Por mais que tentasse aquele estado aumentava. Comuniquei ao pessoal que rapidamente se acercou de mim e o temor deles aumentava o meu mal estar.

Fui sendo afastada do corpo como em ondas e sabia que estava sendo "sugada" em toda minha energia. Parecia mais aqueles filmes de terror nos moldes de "ladrões de almas". Se não fosse tão trágico poderíamos classificar de cômico. Sentia agora um torpor no corpo e na mente não podendo nem pensar. Se não reagisse rapidamente, sabia que iria morrer. Com a voz não muito clara falei o mais alto que pude: "Meu Deus, estou morrendo! Ajude-me Comandante Ashtar!"

Comecei a sentir alguém tocando meu pescoço. Uma das colegas encontrava-se nas minhas costas tocando nesse ponto. A mesma contou, depois, que foi quase jogada para longe como se um grande fluxo a empurrasse para trás. Depois de alguns minutos, fui sentindo que minhas forças estavam voltando. Chorando e tremendo, fui aos poucos sentindo o ar voltar aos meus pulmões restando um grande enjôo proveniente do plexo solar. O pavor era geral. Eu me sentia como se tivesse passado por um choque elétrico.

Nos apressamos em sair dali e em silêncio total, retornamos ao hotel. No momento, ninguém ousava falar sobre o assunto.

Passei a noite inteira acordada. No corpo havia ainda a sensação de ter saído de uma grande doença como se estivesse em convalescença.

Comentamos o fato na manhã seguinte. Ficou em todos uma grande confusão, inclusive nos mais céticos. Porque não estávamos protegidos pelos nossos irmãos maiores? Qual a razão de termos vivenciado algo tão estranho e perigoso? Poderia ter acontecido, realmente, a morte de alguém!

Foram relembrados os fatos de que havíamos sido avisados dos perigos através das ondas do rádio e ainda, que ao lidarmos com situações como as de Guarabira, devemos lembrar que ali ocorrem situações insólitas ligadas a um "corredor" magnético de entrada na Terra, portal este que extraterrestres confederados e não confederados conhecem. A abertura e falta de cuidado ao sair da área de proteção, por esquecimento, foi minha. Portanto, devemos sempre arcar com as conseqüências dos nossos atos, que algumas vezes não são bem sucedidas. Ao nos envolver em trabalhos como estes sabemos que "quem está na chuva é para se molhar".

No dia seguinte partimos de volta ao Recife, tendo antes feito uma reunião com todos do grupo. Através de canalização, o Comandante Ashtar Sheran fez recomendações sobre situações como estas agradecendo aqueles que ajudaram o canal.

Os colegas pesquisadores de Guarabira, emitiram a preocupação de que, pelas razões dos ocorridos eu não desejasse mais retornar a cidade. Deixei-os tranqüilos dizendo que nada ocorria por acaso. Se necessário, estaríamos lá quando fosse preciso.

Quanto aos símbolos, temos estudado e descobrimos que representam coordenadas geográficas cujo sentido ainda não temos condições de discernir.

Continuamos a sentir no nosso coração e mente que os mistérios existentes nos eventos de Guarabira, esta pequena cidade do interior da Paraíba, ainda não estão desvendados, nos chamando para estudá-los.


Relatos de Uma Semente Estelar 8

De Volta ao Campo de Trabalho

Minha consciência desperta na parte externa de uma grande construção. Reconheço o laboratório onde, numa experiência anterior, ajudamos vários bebês e os recolocamos, de volta, às suas famílias. Vem claramente a minha mente que esta é uma base do Sinistro Governo Oculto e das experiências que ai são efetuadas com o DNA das crianças.

Ao meu lado, encontra-se uma amiga do grupo de trabalho físico a qual denominarei de Uclia. Ela estava nesta missão comigo. Havíamos nos colocado num local estratégico, de onde poderíamos observar todo o movimento de quem entrava ou saía do complexo, sem sermos vistas. Todo cuidado era necessário para que nosso trabalho tivesse o resultado esperado.

Uclia estava impaciente. De vez em quando ouvia o choro de crianças no interior da construção e sugeriu que entrássemos, de qualquer jeito, para ajudar.

- Não podemos entrar agora! É perigoso demais! Argumentei com ela. O que podemos fazer é enviar vibrações de harmonia e confiança para essas crianças se acalmarem. Ao que ela concordou.

E, continuamos escondidas, agora, emitindo força a partir do coração, envolvendo as crianças e quem estivesse com elas.

Aos poucos foram chegando e entrando pelo portão principal, várias pessoas. Sabíamos que eram autoridades de vários níveis, políticos e militares que participavam dos programas desenvolvidos naquele local.

Nossa visão abriu-se para o céu onde na escuridão da noite, várias luzes brilhavam, de uma concentração de vários ÓVNIS fazendo manobras sobre a base.

Daquele conjunto de naves desceram raios luminosos que atingiu o chão com um grande e ensurdecedor barulho, como se alguma coisa tivesse despencado do alto. Vários homens correram para o local, onde pudemos perceber, que o feixe de luzes tinha sido direcionado para a parte externa, do lado oposto de onde nos encontrávamos.

Nos concentramos mais fortemente nos pensamentos de luz que estávamos emitindo, quando Uclia me pergunta:

- O que aconteceu?

- Um possível acidente na descida de um OVNI. Estes extraterrestres andam fazendo muita bobagem. A Força Divina resolveu que “o feitiço virasse contra o feiticeiro!” Acrescentei.

Enquanto um grande movimento ocorria no local do acidente num tumulto geral, observamos que, pelo portão principal, momentaneamente abandonado, saia, calmamente um homem. De onde estávamos não podíamos perceber quem era. Ficamos muito preocupadas, de início, porque o homem dirigiu-se exatamente para onde estávamos ocultas nas sombras da noite.

Á medida que o homem se aproximava, um sentimento de calma foi substituindo o de preocupação. Todo vestido impecavelmente de branco (calças e camisa tipo “pólo”), sapatos e cinto azul marinho, reconhecemos o Comandante Ashtar Sheran em pessoa. Uma sensação de plenitude atingiu em cheio o meu coração, algo que se assemelhava a um doce “sufoco” que me envolveu completamente. Uclia, do meu lado, estava perplexa.

Olhei diretamente nos olhos Dele e pude ver Seu rosto rosado e Seus olhos intensamente azuis. Vestia-se daquela forma, eu sabia, para confundir os curiosos que por acaso pudessem vê-lo.

Seu pensamento veio diretamente à minha mente e transmitiu com humor e um leve sorriso nos lábios:

- Você hoje fez uma alimentação muito leve. Repassou estas palavras demonstrando contentamento. E, acrescentou:

- E, ainda tomou muito líquido o que é bastante saudável. Resumiu.

Querendo entender o sentido das palavras tão simples do Comandante Ashtar, num momento daqueles, continuei olhando séria pala Ele, que ainda sorria. Após os breves comentários, continuou andando e desapareceu dentro da noite.

Raciocinando sobre as palavras do Comandante, pensei como era importante a alimentação leve. Para o meu caso que sou vegetariana, nesse dia não havia ingerido nem leite nem ovo, como às vezes faço.

Voltei-me ao ouvir a Uclia declarar que estava na hora de ir embora, ao que acrescentei:

-Vá andando amiga! Ainda tenho algo a fazer aqui! Dizendo isto, como se fosse um dos colaboradores, entrei na Base pela porta da frente. Encaminhei-me para uma sala de atendimentos médicos.

A sala já estava preparada para que o trabalho de atendimentos fosse feito. Existia num dos cantos uma mesa forrada com uma toalha muito branca. Fui até ela e toquei no tecido percebendo que era desconhecido. Não tinha idéia que tecido era aquele. Não havia comparativo nos tecidos da Terra. Quando estava nestas observações, me foram passadas informações na mente de que a função do tecido ali forrado era catalisar e transformar os sentimentos de todos que ali entrassem, no que denominavam de “sementes do arco-íres”, ou padrões vibratórios nascidos da luz, da cor e do som, para diminuir as dúvidas e os sofrimentos advindos disto. Este programa era denominado por Eles (agentes qualificadores) de “qualificação energética”.

Sentei-me em uma cadeira que estava colocada num dos lados da mesa e percebi uma fila enorme de pessoas que estavam ali para serem atendidas. Calculei que nenhuma delas tinha idéia do que realmente acontecia por traz daquela “cortina” que escondia tão bem os objetivos claros das pesquisas científicas realizadas no interior daquele local. Meu papel, que estava a desenvolver, sem sombra de dúvidas, era de prestadora de serviços terapêuticos assistenciais à população da área.

Enquanto iniciava o extensivo trabalho, meus pensamentos voltaram-se para o Comandante Ashtar. Um fato interessante voltou-me à mente. Ele carregava na mão uma espécie de mala, que somente agora eu lembrava. O que será que existia dentro dela? Porque estava levando a mesma para longe daquele lugar? Será que algum dia eu saberia aquele conteúdo? Bem! Se fosse para chegar ao meu conhecimento, com certeza chegaria!

Calmamente voltei-me ao trabalho e comecei a atender a primeira pessoa da fila.

É importante acrescentar que Uclia, no dia seguinte, veio até mim e comentou se ou lembrava o que havíamos feito na noite anterior. Á medida que contava os fatos aqui relatados, eu ia revivendo, cada cena, como se fosse uma tela de cinema.

No seu comentário, acrescentou em tom de brincadeira:

-Sabe Socorro, eu fiquei um pouco decepcionada porque aquela beleza masculina fantástica, (referia-se ao Comandante Asthar) nem me notou! Olhava diretamente para você, como se eu não estivesse ali.

-Ora amiga, que bobagem é esta? Se você estava ali, vendo-O em toda Sua magnitude, com certeza, você estava bem no coração Dele! Acrescentei brincando também.


Vários dias se passaram...



O JOGO DA VIDA

Envolvida com os acontecimentos do dia-a-dia e desempenhando minhas tarefas físicas e espirituais como posso, até pelo fato do tempo está cada vez mais curto, corro bastante para que tudo funcione, pelo menos, da melhor maneira possível.

Até que, numa noite, despertei a consciência num estado muito estranho: eu não estava na forma física / energética, mas, percebia que era uma consciência amplificada de todo o espaço em que me encontrava. No entanto, estava densificada numa pequena peça retangular de um jogo de quebra-cabeças. À medida que via tudo, sentia-me aquela pedrinha de um material que eu não conhecia. Como eu, existiam milhares de outras peças, em formatos vários de retângulos quadrados, triângulos, losangos.

O jogo seria desenvolvido por mim e deveria ser feito com uma certa rapidez e eu, não sabia porque. Comecei a jogar! Formava moldes e moldes e quando terminava cada modelo completo, que mesmo assim não estava separado do conjunto total do jogo, os moldes criavam vida e vinham para me destruir. Eu precisava, rapidamente, pensar qual era o ponto de minimização e, ao tocar nesse ponto, os moldes se desfaziam.

Era um trabalho insano! Criava e quando prontos, os modelos deveriam ser minimizados, como numa tela de computador. Mas desta vez, eu era o próprio jogo.

Depois de muitas tentativas de fazer e ter que desfazer apareceu no local geográfico, um homem. Ele estava como supervisionando o jogo e, fala-me com um pouco de rigidez e crítica:

- Este jogo é seu?Participa porque ele lhe pertence?

- Não, não é meu! Respondi. Estou sendo forçada a jogá-lo! Acrescentei.

- Então, você precisa encontrar a chave! Somente assim poderá vencer. Lembre-se que este jogo é de vida e morte. Dizendo isto, desapareceu.

Como não tinha sequer tempo para pensar, continuei jogando e jogando.

Já estava cansando quando de um local no espaço geográfico começou a formar-se um ponto e num giro espiralado, começou a aumentar. Dali saiu um ser, de aparência velha, de barbas e cabelos longos e muito brancos. Vestia uma túnica também branca. Sobre o pescoço havia uma estola larga, de franjas, com o desenho de muitos símbolos que reconhecia serem da Cabala.

O ser trazia, como se estivesse abraçando, com um dos braços, um instrumento que lembrava uma harpa. Era de tamanho médio e no interior da mesma, no lugar das cordas, havia uma borboleta colorida, formada com peças de um quebra-cabeças. As peças brilhavam como se fossem de madrepérola.

Veio claramente à minha consciência totalizada que era Melquizedeque ou o Senhor do Tempo, como chamo muitas vezes.

Vem até mim e mostra o estranho instrumento, me dizendo:

- A chave é esta e está comigo! Eu percebia o que Ele estava dizendo. A chave falada era a linguagem do universo numa composição de cor, luz, e som.

Ele continuou dizendo:

- Não esqueça que este é o Jogo da Vida. Nele você deverá aprender a utilizar o poder dos poderes, a vitória das vitórias, a força das forças. Isto só existe no Amor.

Dizendo isto, desapareceu pela mesma espiral que havia chegado.

Algo indefinível tocou-me naquela forma de peça. O jogo estava em mim como eu estava nele. Portanto, sem medo de ganhar ou perder eu era ganhadora!

Ao pensar assim, voltei ao físico como se tivesse sido jogada nele!

O mais surpreendente foi descobrir, naquele exato momento, que o jogo era o conteúdo que havia dentro da mala que o Comandante Ashtar conduzia naquela noite memorável e das experiências que havia vivenciado com minha amiga Uclia. O jogo, portanto, era meu e de todos os seres viventes e que todos juntos éramos as peças do grande quebra-cabeças cósmico!

Espíritos de Luz

terça-feira, 1 de julho de 2008

Relatos de Uma Semente Estelar V e VI

Relatos de Uma Semente Estelar 5

A COMUNHÃO COM O TODO

Existem dias, como este que estou descrevendo, que acordo com a sensação de que as forças para continuar neste sistema, estão chegando ao final. Uma espécie de pânico me atinge e penso nas duas únicas alternativas viáveis para as Sementes a serviço: desistir ou continuar?

Desistir corresponderia ao não cumprimento da missão pré-determinada, a qual estamos encarregados e que a cada serviço concluído sabemos ser um degrau a mais na nossa evolução.

Então, aos "trancos e barrancos" precisamos continuar.

Sendo esta a alternativa que nos resta, seguindo o caminho dos sábios, paro neste momento de reflexão e, chega a minha mente minha vida aqui na Terra, meu processo, minha história a qual está intercalada e ligada a Seres tão luminosos que me sinto um tanto envergonhada, de alguma vezes cair nessas lacunas de desânimo e solidão.

O cansaço vai sumindo, enquanto caminho por uma estrada suave e infinita para dentro do meu templo interno.

Estou agora sentada e observo tudo à minha volta e a grandiosidade do Amor Divino.

Uma imensa planície azulada é o que alcança minha mente. Ao longe, o céu, também azul, confunde-se no horizonte de paz e harmonia, absolutos. A suavidade do relevo em ondas de serenidade, me faz pensar num trecho escrito por uma mente superior: "reverenciado os Templos da Sabedoria, chegará o momento em que o homem reconhecerá o Templo do Amor Universal em seu interior. Nesse tempo, ele será um com o criador".

Continuo na minha contemplação, quando surge ao longe, entre mim e o horizonte, uma cidade completamente transparente e translúcida. Eu penso: será a cidade de cristal falada e da qual tive notícias há alguns dias? Segundo me falaram, ela se torna visível sempre em horários tardios na madrugada, em vias costeiras! Mas, me encontro agora, numa planície azul, de areias azuis, num espaço fora do ambiente terreno! Será a mesma cidade vista por muitos?

Com tantas questões no pensamento, levanto-me do local onde encontro-me sentada e ando me aproximando daquele monumento cristalino, admirando os detalhes da sua arquitetura. São inúmeras torres que parecem querer tocar o céu. De onde estou, posso divisar o ambiente interno e, quando penso nisto, no instante seguinte, estou no interior, fazendo parte dele. É como um estado e não um fato.

Continuo a pensar que não é hora de questionar e sim de vivenciar. Aproveito para analisar, observar e tocar em várias coisas. Como uma criança enlevada com um dos seus mais lindos sonhos, sigo deliciando-me desses momentos únicos.

Sento-me numa cadeira de espaldar alto e no momento seguinte participo de todos os eventos que vivenciamos numa cadeira: o saborear dos banquetes, o assistir excelentes óperas, concertos e peças teatrais. Mas, também sinto a sensação daqueles que não possuem os movimentos e passam a conviver presos numa cadeira. Diante dessa sensação, levanto-me rapidamente e tento não entrar nesse padrão de sofrimento.

A beleza retorna ao meu interior e continuo a minha inspeção. Inspiro e vivo o ambiente agradavelmente familiar. Parece que conheço cada coisa sabendo porque estão colocadas em cada lugar.

Sigo até outro ambiente e deparo-me com uma sala de música. São vários instrumentos musicais e meus sentidos levam-me até uma cítara. Começo a dedilhar suas cordas. A cada toque passo a ser o som dos acordes que toco e passo a fazer parte do Sonho de Amor, de Litz e da Serenata de Schubert e assim por diante. São forças tão intensas que me envolvem que a emoção deixa-me quase sufocada. Sem conseguir dominar o emocional, sinto que sou jogada de volta ao lugar onde havia iniciado minha reflexão. Com certeza, a emoção foi o agente desse desligamento.

A minha volta, continua o espaço todo azul e no horizonte, continuo a ver, ao longe, a Cidade de Cristal que agora aparenta ser várias pirâmides translúcidas, umas dentro das outras. Essa simetria me faz lembrar a ordem e a harmonia universal. Agora, vejo também, no céu azulado, várias estrelas brilhando. A lua já começa a mostrar sua face.

Já não sinto o desespero e a solidão desapareceu completamente. No meu coração, sinto apenas o suave enlevo da beleza vivenciada.

Enquanto estou voltando ao estado físico, agradeço aos Instrutores a demonstração de proteção e assistência às quais nunca deixamos de contar.

Relatos de Uma Semente Estelar 6

A PARTICIPAÇÃO

No desempenho do meu trabalho terapêutico torna-se necessário, muitas vezes, utilizar alguns métodos direcionados a abertura de "portais" em canais que não levaram à sério até então, suas capacidades de sensitivos e do serviço que escolheram desenvolver no planeta Terra. Por esta razão deparam-se com problemas sérios de saúde, prejudicando suas atividades do dia-a-dia.

Em função de problemas idênticos, reuni duas pacientes e iniciei a aplicação das técnicas de abertura e equilíbrio energético, com ampliação dos estados de consciência.

No primeiro encontro, com a direção do Mestre Vywamus (Instrutor de Canalização), fomos levadas, em conjunto, a uma experiência inusitada a qual passarei a narrar:

Iniciamos com um relaxamento e emissão do Mantra OM, nos moldes repassados pelo Comandante Ashtar, exercício já conhecido por mim e sendo a primeira vez aplicado às minhas companheiras.

Aos poucos a emissão do mantra, foi sendo gradualmente substituída pela orientação do Instrutor e nos transportamos para uma espécie de ala envidraçada de onde podíamos ver o exterior. Pasmas percebemos que o exterior era a imensidão do espaço, onde podíamos divisar alguns astros transitando vagarosamente pela sua trajetória.

Continuávamos a ouvir a voz do Mestre Vywamus, que nos indicou para seguirmos em frente até uma das salas que estivesse aberta. Seguimos. Passamos por algumas portas fechadas e na primeira aberta, entramos.

Havia aí um atendente, aparentando aproximadamente 25 anos e com aspecto humano. Telepaticamente (não ouvíamos nenhum som de voz, a não ser um constante e suave fundo musical) nos comunicou que deveríamos preencher aquela ficha que estava nos passando, para participação em um curso de "Telepatia Superior".

Pegamos cada uma a ficha que estava sendo entregue e começamos a preencher. Na mesma eram solicitados os seguintes dados: nome, nome cósmico (este era uma espécie de passaporte para nos movermos por aquelas paragens), crença, o nome do sistema (planeta) a serviço, o nome do sistema a que pertencíamos, lazer, e uma palavra que representasse bem cada uma de nós, no momento. Da minha parte, esta palavra foi serenidade. A das minha companheiras, não observei.

Ao terminarmos o preenchimento da ficha, o atendente nos indicou uma porta à nossa esquerda, pela qual deveríamos passar para a sala seguinte. Foi o que fizemos.

Ao entrarmos na sala indicada, nos deparamos com outros seres que já estavam ali. Alguns tinham a mesma aparência nossa; outros mostravam apenas traços humanos, mas com várias modificações corporais; outros não tinham aparência humana apresentando uma diversificação imensa. Eram vários tipos que se misturavam naquele estranho recinto. E, por último havia alguns com formatos energéticos: eram raios fosforescentes e circulares, saindo pequenos raios de um ponto central como se uma concentração luminosa saísse do centro "derramando-se" nas extremidades daquele círculo, em completa harmonia. Ficamos por algum tempo a observar toda a estrutura, quando nos sentimos sendo puxadas para fora da sala e para fora do complexo arquitetônico. Olhando com curiosidade, vi grandes letreiros, na fachada que diziam: COMPLEXO UNIVERSITÁRIO DE SÍRIUS.

Retornamos ao físico e os comentários foram quase unânimes e ainda muito sensibilizadas, encerramos nosso primeiro encontro.

Com certeza, a aula daquele dia, na sala "interplanetária", continuaria quando estivéssemos dormindo. Pelo menos, foi isso que nos repassou o Instrutor.

Duas semanas depois...

Nos posicionamos, novamente, para iniciar nossos exercícios de abertura dos trabalhos. Durante o tempo entre o primeiro encontro e este, tínhamos sentido algumas modificações orgânicas. No meu caso, acordei uma noite com todo o lado direito do corpo, desde a cabeça, em completa "ebulição". Senti um processo energético estranho acontecendo. Assim, os dias passaram com uma surpresa após outra.

Nesse segundo encontro, estava conosco uma garota de 16 anos, filha de uma das companheiras. A mesma queria participar dos nossos exercícios.

Logo que iniciamos, nos transportamos, as quatro, para uma imensa plataforma. Ficamos a observar a movimentação e o serviço desempenhado naquele local. Era uma grande quantidade de trabalhadores que em silêncio colocavam tudo em ordem. Sentimos a presença do Instrutor que nos esclareceu que estávamos numa base ou estação de entrada e saída de Órion.

Enquanto olhávamos, a garota que estava conosco emitia movimentos de admiração. Estava muito emocionada com o que via. Da nossa parte, conseguíamos manter uma atitude um pouco mais equilibrada. Então, nossa consciência ampliou-se e ao mesmo tempo, nós três (desta vez sem a garota), estávamos na mesma ala envidraçada da Universidade de Sírius. Era estranho nos sentirmos em dois lugares ao mesmo tempo.

Já conhecíamos o caminho e, seguimos até a sala de aulas do encontro anterior.

O Mestre Vywamus nos pediu para, uma a uma, falar um pouco sobre assuntos em voga e de grande repercussão na Terra, para que toda a assistência pudesse compreender esse sistema de três dimensões. Uma das minhas companheiras falou sobre o movimento agrário, a posse, o poder e a disputa que ocorria neste âmbito. Disputa esta, por algo que não poderia jamais pertencer a ninguém: a terra. A outra companheira falou sobre a crise política, a descoberta de tantas coisas desagradáveis, a crise do poder também nesse enfoque, a comunicação e a necessidade de entendimento e diplomacia.

A mim, coube explicar o sentido da Onipresença, razão demonstrada por estarmos ali, ao mesmo tempo em que estávamos também numa plataforma de Órion. Pude deduzir e repassar o seguinte:

"A partícula ONI que possui um sentido de abrangência e uniformidade, dá uma idéia de participação e unificação com a totalidade.

Estar num estado onipresente é estar com a consciência numa abrangência que ultrapassa o tempo e o espaço.

Segundo repassam nossos Instrutores, realizamos a chamada Idade de Ouro, quando em dado momento nossa consciência experimenta uma expansão em graus muito altos. Nesse momento podemos ver, ouvir, sentir e perceber vários planos, vários estados, interagindo no mesmo momento e termos a clara compreensão de todos eles. Quando experimentamos estes estados, mesmo vivendo neste plano, ou neste mundo, não pertencemos mais a ele. Estamos completamente num estado onde quem determina nossos passos é a Presença EU SOU (a consciência divinizada em nós).

Além desse alargamento consciencial, ao entendermos essa vibração contatamos com o "suprimento sempre presente", onde é demonstrada a presença e o amor de Deus, dos quais somos herdeiros divinos.

A consciência é criativa por meio do seu estado natural de pureza. Quando mantivermos a consciência nesse "reino", ele formar-se-á e firmar-se-á à nossa volta, no nosso mundo.

Uma vez que cheguemos à compreensão dessa "Eterna Verdade" sobre a natureza do que pensamos, sentimos e que isto forma a consciência de cada um e que tudo isto representa a saúde, a prosperidade, que vamos palmilhando a cada dia, então, simultaneamente começam a quebrar-se os grilhões que nos prendem às nossas limitações".

Após esta explanação, fomos direcionados pelo Instrutor a fazer uma breve introspecção e, em seguida nossa consciência foram recolocadas nos nossos corpos energéticos em Órion. Retornamos ao físico e após comentários encerramos nosso encontro.

Desta vez, saímos conscientes de que, verdadeiramente, se há uma coisa mais necessária do que tudo mais é sermos capazes de sintonizar com nossa Presença Divina ou o Espírito Divino em nós.

Espíritos de Luz