sexta-feira, 4 de abril de 2008

O Juízo Final

Pergunta --- Qual o principal objetivo do "juízo final", no evento profético dos "tempos-chegados"?

RAMATIS: --- É o de selecionar os espíritos em duas ordens distintas, a fim de ser ativada a ascensão espiritual das duas ordens selecionadas.

Pergunta --- Quais serão essas duas ordens distintas?

RAMATIS: --- Compreenderão os dois grupos distintos que Jesus profetizou para a hora do final, quando afirmou que viria julgar os vivos e os mortos, separando os lobos das ovelhas, o trigo do joio, ocasião em que os bons sentar-se-ão à sua direita e os maus à sua esquerda. Um desses grupos – o que tomará lugar à direita do Cristo – será constituído das criaturas cuja vida houver representado um esforço à procura da bondade, do amor, da honestidade, da renúncia em favor do próximo, no cumprimento dos preceitos renovadores do Evangelho; o outro grupo – que tomará lugar à esquerda do Cristo – será representado pelos maus, compondo a triste caravana dos que emigrarão para um orbe inferior, em relação com o seu padrão anti-crístico. É o dos que planejam o arrasamento das cidades pacíficas; os técnicos impassíveis que movem botões eletrônicos para a destruição a distância; os cientistas satânicos que operam nos desvãos dos laboratórios, na preparação dos engenhos de morte; os que exaurem fosfatos na busca de meios mais eficientes para assassinatos coletivos nos matadouros ou nas matas verdejantes; os que criam indústrias para o fabrico de instrumentos criminosos; os autores de engenhos malignos, que transformam os aviões da fraternidade em monstros vomitadores de bombas infernais. E a triste caravana será ainda engrossada com outros contigentes humanos provindos das corrupções administrativas: os que se locupletam com os bens públicos e dificultam o leite para a criança, o asilo para o velho, o agasalho para o desnudo e o hospital para o indigente; as almas venais, que transformam a consciência em balcão; os exploradores sensacionalistas das desgraças alheias; os jornalistas, escritores, tribunos e políticos que instigam ou defendem as forças do ódio, indiferentes à edificação superior da consciência das massas e à educação essencial da criança. Este o séquito a caminho da implacável retificação no "habitat" sombrio de outro mundo tão agressivo e impiedoso quanto as suas próprias consciências, e que se tornará o regaço materno não só dos que obrigam as mãos que lavram o solo pacífico a tomar armas para o extermínio fratricida, como daqueles que insuflam o ódio racial e contribuem para o desaparecimento da paz; dos que pregam a fraternidade promovendo a separatividade e empregam os recursos da violência para a conversão dos infiéis. Como egoístas, impiedosos, avaros, fariseus e salteadores de "traje a rigor", terão que se sujeitar aos pródromos de outra civilização humana, no exílio provisório à "esquerda" do Cristo.

Pergunta --- Supondo que esses seres se convertam na hora derradeira de seu afastamento da Terra, porventura Deus não os perdoará?

RAMATIS: --- Não alimentais as falsas ilusões que as religiões criaram a esse respeito. O perdão exige uma premissa, que é a ofensa. Ninguém pode perdoar sem ter aceito a ofensa correspondente. Portanto, para que Deus perdoe, é necessário conceber-se que, antes disso, se sentisse ofendido! Uma vez que Deus não se ofende – pois é o Absoluto Criador Incriado – não precisa perdoar. Ele é a Lei Suprema, cujo objetivo se revela na consecução da felicidade do espírito. Demais, o perdão à última hora – como já explicamos – não modifica o conteúdo íntimo da alma, a qual necessita reeducar-se para se harmonizar com as esferas de vibração mais pura.

Pergunta --- Afirmou-nos o irmão que a separação, na hora do "juízo final", ativará a ascensão espiritual dos dois grupos. Como se dará essa ascensão entre os que forem afastados para as regiões infernais?

RAMATIS: --- Jesus afirmou que os da sua esquerda seriam degradados para as regiões onde só há o ranger dos dentes. Isto significa que se trata de planos rudes, primitivos, opressivos locais de desespero, de ódios, de desforras e de animalidade. Os afastados para as regiões inferiores em, relação ao vosso orbe, constituindo-se de almas esclerosadas no mal e na preguiça espiritual, daninhas às coletividades pacíficas, também progredirão até mais rapidamente ante a agressividade do meio em que forem habitar. Tratando-se de espíritos já sensíveis, conhecedores dos bens terráqueos, sofrerão mais intensamente os impactos purificadores, pela maior consciência dos seus estados íntimos. A saudade da vida no seu planeta original ativará intensamente as suas inteligências, condensando-lhes no subjetivismo da alma desejos e ideais para uma breve libertação do orbe inferior. Ambos os grupos estabelecidos no "juízo final", o do "trigo" e o do "joio", conseguirão acentuado progresso espiritual, de acordo com os valores afins ao seu psiquismo coletivo.
Os da direita do Cristo serão favorecidos com nova reencarnação na Terra já higienizada no seu clima e magnetismo, que lhes permitirá uma ascensão mais rápida, devido à pulsação uníssona dos sentimentos crísticos de todos.

Pergunta --- É essa a finalidade única dessas épocas proféticas como "juízo final"?

RAMATIS: -- As épocas de juízo final tem também por função ajustar a substância planetária para se tornar melhor "habitat" e, consequentemente, requerem seleção de almas com melhor padrão, necessário para as sucessivas reencarnações em moradia aperfeiçoada. È um mecanismo previsto pela Suprema Lei e rigorosamente coordenado e dirigido pelos que são designados para criar em nome de Deus; ultrapassa o entendimento humano e a matemática das leis científicas. Conforme já vos explicamos, trata-se de planos elaborados pelos Construtores Siderais, em sintonia com o "Grande Plano" mentalizado pelo Criador. Como os planetas são corpos poderosos, ou seja, campos de energia concentrada que toma a forma material, obedecem tacitamente às leis de progresso energético, que lhes aprimora a substância, ajustando-os, paulatinamente, à evolução harmônica do sistema a que pertencem. As humanidades que lhes são conjugadas – como gozam do livre-arbítrio de realizar a sua felicidade quando bem lhes aprouver – é que raramente atingem a sua perfeita renovação dentro da perfeita conexão "espírito-matéria". Essa negligência da alma requer, então, dos Mentores do orbe, periódicas separações entre o "joio" e o "trigo", os bons e os maus, "as ovelhas e os lobos" ou, ainda, os da "direita" e os da "esquerda" do Cristo.
Jesus, quando predisse, há dois milênios, os fatos a ocorrerem nos "tempos chegados", bem sabia da necessidade selecionadora de que vos aproximais, em consequência do mau uso do vosso livre-arbítrio. O "livre-abítrio" é um direito que o Pai concede ao espírito mas, quando ele abusa dessa faculdade, retarda-se na ascese espiritual e se desajusta, causando prejuízos aos progresso da sua própria morada. Iludido pelos prazeres transitórios da vida física, seduzido pelas glórias efêmeras e pelos tesouros enganadores, trabalha em prejuízo de sua felicidade; depois, assusta-se, temeroso da aproximação do "juízo final". É que nota, surpreso, que vivia entra as ilusões do mundo provisório, fazendo ouvidos moucos à Voz Augusta do Mestre, que advertia da hora improrrogável do ajuste "psicofísico". A lei, imutável, severa, mas justa na lógica do aprimoramento por seleção, afasta para mundos inferiores os que reclamam recursos mais drásticos para a escala da perfeição. E, assim como se acelera o progresso dos degredados para mundos mais atrasados à força de um sofrimento compulsório mais doloroso, do novo "habitat", também se desenvolve o psiquismo dos nativos desses orbes primitivos, ante o auxílio que lhes trazem os descidos dos mundos mais adiantados. É a perfeita eqüidade da Lei Suprema, que atua para o bem e para a felicidade de todos os filhos de Deus!

Pergunta --- Isso quer dizer que estamos sob um perfeito controle administrativo do Espaço. É isso mesmo?

RAMATIS: --- Não deveis estranhar a existência dessa administração, salvo se vos esquecestes do que Jesus disse: "O que ligardes na Terra será ligado nos céus, e o que desligardes na Terra será também desligado nos céus". Nada ocorre no vosso mundo, que não tenha aqui as suas raízes fundamentais; seja o fato mais insignificante, seja a consequência mais ampla. Os Mestres espirituais vos acompanham, desde os primeiros bruxuleiros da consciência individual, por meio de "fichas cármicas" de vossas existências. A desordem e a indisciplina podem causar confusões em vossos meios materiais, mas nos organismos diretores de vossas existências espirituais a ordem e a harmonia são elementos permanentes. Na hora nevrálgica dos eventos selecionadores, "a cada um será dado conforme as suas obras" e, também, "muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos". O terrícola assemelha-se comumente a um menino irresponsável; procura ignorar a sua urgente necessidade de integração no Evangelho, guardando a ilusão de que haverá contemporizações se porventura sobrevier uma "hora dolorosa", em que se façam ajustes das falências espirituais! A persistência em permanecer nas trevas da iniquidade não pode favorecer a ninguém perante a justiça divina.

Pergunta --- Os "juízos finais" são elaborados prévia e definitivamente para o estado psicológico dos habitantes de um orbe, ou obedecem a modificações eventuais?

RAMATIS: --- Obedecem a modificações periódicas e se sucedem em perfeita correspondência coma s mudanças de "raças raízes", que estabelecem padrões mentais e científicos nos planetas. São acontecimentos que os registros iniciáticos, do Oriente, denominam de "Pralayas", cujos eventos se sucedem dentro da "Ronda" de cada orbe. É por isso que, embora a ciência oficial queira afirmar a inalterabilidade do ângulo de obliquidade do eixo da Terra, podereis verificar naquele registros orientais que esse eixo se modifica, em algumas épocas, produzindo consequências cientificamente imprevistas. São as variações decorrentes da inclinação do eixo terrestre que produzem os períodos chamados "Pralayas", que se registram sob o determinismo científico do orbe e dos seus moradores.

Pergunta --- É violenta essa variação do eixo terrestre?

RAMATIS: --- Manifesta-se de duas formas distintas; umas vezes com certa violência, produzindo rápida modificação e acarretando um cataclismo geológico, como ocorreu na submersão da Atlântida, e outras vezes não.
Além do que consta nos "Registros Iniciáticos" do Oriente, podeis encontrar notícias da última influenciação sofrida pelo eixo da Terra se percorreres os textos da Bíblia, do Tamulde, de inúmeros papiros egípicios, das tábuas astronômicas da Babilônia, da Pérsia, da Índia, e até os calendários astecas e os dos maias. Há notáveis e exatas referências a esse fenômeno nas lendas folclóricas do México, da China, da Arábia, do Tibete, da Finlândia; nos relatos verbais ou tradições conhecidas entre os aborígines da América Central e os remanescentes dos peles-vermelhas americanos. Os "Livros de Bambu", dos chineses, as "Crônicas do Tamulde" e o "Livro dos Reis", entre os assírios, revelam perfeita concordância conosco nas suas citações simbólicas do fenômeno que se trata. Os mamutes, que os vossos cientistas lobrigam sob os gelos do Pólo Norte, ainda com o ventre repleto de ervas ingeridas, que cresciam a mais de 1.800 quilômetros de distância do local, são testemunhos indiscutíveis de que houve um acontecimento violento no passado. Na realidade, a espécie mamute aniquilada de súbito – asfixiada pelo gás que se desprendeu na convulsão – e soterrada sob o gelo que se formou em consequência da modificação rápida do eixo da Terra. A nova modificação no eixo terráqueo, que se inicia atualmente, processa-se lenta e gradativamente. No primeiro caso houve inversão e, no segundo, registra-se elevação do eixo.

Pergunta --- Temos procurado enquadrar essas vossas revelações nos cânones científicos atuais, mas não encontramos maneira lógica de o fazer. Tais fenômenos devem, porventura, contradizer as leis científicas humanas?

RAMATIS: --- Aparentemente parecer-vos-á que contradizem: em primeiro lugar, porque não estamos autorizados a vos dar integral e indiscutivelmente soluções que, em grande a parte, cabe a vós mesmos descobrirdes dentro da lei do esforço próprio; em segundo lugar porque, em se tratando de eventos futuros, para além de vossos dias, é necessário velar, de certo modo, o desenrolar completo dos acontecimentos e do fenômeno particular do "planeta higienizador". Pouco a pouco, no entrechoque da crítica oficial com as oposições experimentais, toda a realidade se fará visível. No momento, a ciência há de se apegar à letra do espírito mas, no futuro, os acontecimentos vos revelarão o espírito da letra!
Sabemos que muitos iniciados ocultistas, do vosso mundo, já levantaram uma pontinha do "Véu de Ísis" que encobre o fundo dos nossos relatos. O julgamento daquilo que constitui vaticínio, predição ou conjetura do que há de acontecer no futuro torna-se dificultoso se feito "a priori", por meio das leis conhecidas em vosso mundo. Apesar do positivismo de vossa ciência oficial, não chegou ela, ainda, a um acordo ou identificação de pensamento quanto à catástrofe da Atlântida! E o fato é de estranhar, de vez que existem marcas, sulcos e indicações perfeitas, no vosso mundo, que servem de elementos acessíveis e positivos para as precisas verificações do ocorrido. Cremos que, ante a dificuldade de encontrardes elementos exatos para julgamento do que já sucedeu à flor da vossa crosta terráquea, e a impraticabilidade de julgardes o que já aconteceu no passado, é visível incoerência tentardes julgar acontecimentos futuros!

Pergunta --- No entanto, têm-se levado a efeito certas pesquisas de indiscutível resultado, que poderão servir de base lógica para certas dúvidas acerca do que dizeis sobre o futuro. Conhecidas certas leis, facilmente se poderá avaliar da marcha de eventos conjeturados.

RAMATIS: --- Os cientistas da Atlântida também exposaram dúvidas sobre o que iria acontecer, até aos últimos momentos dos acontecimentos, embora as "pitonisas" e as "vestais" dos "Templos do Vaticínio" advertissem de uma próxima catástrofe, e o próprio rei Noé, decididamente, fizesse navegar o seu palácio flutuante até às fímbrias do Himalaia, a fim de preservar os documentos iniciáticos em seu poder. O conhecimento científico daquela época – embora adiantado no campo astronômico e astrológico, em relação às leis positivas – desmentia a possibilidade de acontecimentos inesperados e incomuns. Conforme reza a tradição bíblica, enquanto Noé predizia o dilúvio, o povo dançava e se divertia, zombando da ingenuidade do seu bom rei e confiando nos seus conhecimentos fragmentários.
Os cientistas ignoram que os profetas costumam lançar um véu sobre o fundo de suas predições, porque encerram também vaticínios referentes a futuros remotos. A ignorância desse circunstância fez que o povo atlante fosse colhido por uma inundação espantosa, sem poder alcançar as altas cordilheiras, que os sacerdotes assinalavam como locais de segurança.

Pergunta --- Estamos essencialmente acostumados a esse positivismo científico porque, apesar de tudo, os nossos cientistas costumam prever, com bastante antecedência, aquilo que realmente sucede conforme suas previsões matemáticas. Não é verdade?

RAMATIS: --- Indubitavelmente, consagrados líderes da ciência em vosso mundo hão alcançado indiscutíveis ilações no campo científico, e genial precisão na esfera astronômica. Mas, apesar dessa exatidão científica, desse positivismo indiscutível em suas bases experimentais, as correções, as substituições e as novas descobertas exigem contínuos acertos. O sistema de Cláudio Ptolomeu, decalcado de inúmeras outras investigações da época e que afirmava ser a Terra o centro do universo, cedeu lugar à teoria do sistema heliocêntrico, de Copérnico, em que o Sol passou a figurar como sendo esse centro. Até aos princípios do século IX, os astrônomos asseguravam, com positividade experimental, que apenas sete planetas giravam em torno do Sol. Mas isso não impediu que Le Verrier, em 1846, descobrisse Netuno e, graças aos cálculos de Percival Lowell, fosse assinalado Plutão em 1930. E não podereis afirmar que sejam esses orbes os últimos a serem descobertos, porquanto a função prosaica do homem é a de apenas descobrir e calcular aquilo que a Lei Suprema criou sem consultar a presunção dos compêndios humanos! Recorrei aos vossos anais científicos e neles encontrareis inúmeras teorias sobre a constituição intrínseca do Sol, sem que formem ainda um acordo perfeito de idéias. A teoria dos raios cósmicos não tardará em pôr por terra a consagrada lei de Newton; a curvatura da luz, na teoria einsteiniana, após o exame dos posteriores eclipses totais, demonstrar-vos-á um erro de mais ou menos 30% nos vossos cálculos teóricos! Marte – planeta acessível aos vossos exames astronômicos – tem servido de base para inundar de teorias os vossos compêndios, nos quais a variabilidade de considerações científicas é bem acentuada! Os satélites de Júpiter serviram para inúmeras discussões, quando descobertos e, ainda hoje, apesar da imensa capacidade técnica da instrumentação ótica do Monte Palomar, não sabeis qual a estrutura exata dos anéis de Saturno, nem tendes a visão polimorfa do que chamais os "canais marcianos". Ser-nos-ia extemporâneo enumerar as teorias e descobertas retificadoras da ciência do vosso mundo, desde que os tempos imemoriais, demonstrando também a sua vulnerabilidade constante. Os vossos astrônomos desdenham ainda da possibilidade de modificação do eixo terráqueo, neste século, e, no entanto, desde o "livro de Enpch" – nos consagrados diálogos de Noah e Enoch, o avô – já os iniciados conheciam perfeitamente o assunto e ainda o acompanham gradativamente, através dos tempos.

Pergunta --- Quais os resultados para a massa planetária, em virtude de tais variações periódicas do eixo da Terra?

RAMATIS: --- Através das modificações que resultam, estabelecem-se os repousos e as revitalizações do solo, com os quais certas regiões desnutridas e radiativamente esgotadas haurem novas forças de que precisam para servir aos seus moradores. Há nova redistribuição de águas e de terras, bem como substituições de climas, que então favorecem a composição do material destinado ao espírito na experimentação da forma. Já podeis observar, no momento que passa, as inquietantes variações de clima e de pressão atmosférica que se estão sucedendo, inesperadamente, em vosso globo. Determinadas epidemias esquisitas, que já tendes assinalado nas regiões asiáticas, são provenientes de emanações gasosas, que se fazem sentir na gradual modificação do eixo da Terra, embora não ocorra um impacto gasoso violento, que se aniquilou sob o gelo do Pólo Norte. O deslocamento das florestas canadenses e suecas, a migração constante dos pinguins e das focas, as áreas siberianas que se estão tornando agrícolas, as comprovações últimas de que os mares árticos estão esquentando e a navegação que se prolonga continuamente no estreito de Bhering, devem merecer de vós cuidadosa observação, pois o fenômeno da elevação do eixo está em prosseguimento, embora ainda imperceptivelmente.
A vossa ciência oficial pode teimar em querer ignorar o assunto, mas o certo é que a ciência oculta – que está preservada dos olhos profanos e das discussões estéreis – possui o roteiro dessas modificações periódicas. Na história dos "Grandes Ciclos Secretos" consta tudo isso e mesmo a profecia da submersão da Atlântida, extensiva para além do Período Terciário, no qual aquela extraordinária civilização foi desaparecendo sucessivamente da face do orbe. A Atlântida encontra-se bastante civilizada, quando o "eixo da roda" se inclinou e ocorreu o "pralaya" das raças, surgindo a neve, a geada e o gelo nas regiões tropicais. Os estudiosos do assunto poderiam obter esclarecimentos a respeito nos "Registros Orientais", dos santuários iniciáticos, à vista dos quais reconheceriam que a frase pitoresca "eixo da roda" refere-se ao eixo da Terra!

Pergunta --- Ocorrem ainda outras modificações na posição do eixo da Terra?

RAMATIS: --- As modificações previstas pela Engenharia Sideral são concomitantes aos eventos de cada "raça-mãe", ou "raça-raiz", predispondo-as para certo desenvolvimento específico, conforme a região que habitam. A raça lemuriana manifestava fortemente a vontade de viver, formando a cabeça das várias raças precedentes, semi-animais. Assim que desempenhou a sua função de formar a substância consciencial da mente no plano das formas, para o desenvolvimento mais nítido do raciocínio, foi substituída pela raça atlante, cujos vestígios de vida podeis encontrar na perfeita correspondência dos símbolos astecas, que se afinizam aos tipos humanos do Egito.
Há em torno do Oceano Atlântico (para os espíritos observadores) uma série de fatos que, à sua margem, comprovam a identidade de um povo desaparecido. Ao mesmo tempo que os lemurianos manifestavam – como já dissemos – vontade ardente de viver, os atlantes revelavam a paixão, o apetite sensual, isto é, os desejos desordenados de uma natureza toda passional. Estudos cuidadosos sobre as civilizações asteca e egípcia, identificarem os fundamentos básicos dos tipos humanos atlantes que, mais avessos às exigências do intelecto, eram profundamente passionais. Os lemurianos, que haviam desenvolvido no organismo físico as primeiras cintilações da vontade dirigida, não sabiam, entretanto, usar a mente, que poderia ter-se consolidado em sua pujança, o que somente os atlantes, no final do seu ciclo evolutivo, puderam conseguir com êxito.
Cada modificação do eixo da Terra influi profundamente na conformação geológica na estrutura da raça em efusão. Já podeis verificar, no momento, os profundos sinais reveladores dessa mudança na evolução humana. Há no vosso mundo um novo tipo de consciência, em formação, que difere do tipo tradicional, embora só a possais encontrar entre os verdadeiros "eleitos", no seio da massa comum. Após a modificação do eixo e a conseqüente higienização do vosso "habitat", essa consciência – que revela as credenciais do espírito da nova raça – é que terá de comandar a civilização do Terceiro Milênio.

Pergunta --- Qual o conteúdo básico dessa consciência futura?

RAMATIS: --- É o ideal da fraternidade, que alguns povos já revelam em acentuado esforço de realização. Ela está se formando, principalmente, entre os povos americanos, cujos braços se estendem, presentemente, para os combalidos das coletividades de além-mar. Na "Ronda" formativa das sub-raças e sete "raças-raízes", do vosso globo, os Mentores Siderais previram sete modificações essenciais; já ocorreram quatro modificações, e a quinta está beirando os vossos lustros terráqueos, em concomitância com a quinta raça-raiz. E já sabem eles, de antemão, quais as nações e as raças que estão mais aptas para continuar a civilização, no cumprimento dos planos desenvolvidos da Mente Divina.

Pergunta --- Poderíamos saber quais as nações sobreviventes dessa catástrofe proveniente da modificação do eixo da Terra?

RAMATIS: --- Não nos cumpre indicar nominalmente quais os conjuntos sobreviventes, mas conhecê-los-eis pela sua maior afinidade com os ensinos do Cristo, pelo seu maior afastamento do mercantilismo e da corrupção moral. É a característica "fraternismo", o que principalmente os distinguirá na sobrevivência. Serão os povos que revelam a preocupação constante de auxiliar o próximo e que se dedicam imensamente em "servir", bem como em anular fronteiras raciais. São os que, embora sob múltiplos aspectos ou formas devocionais – na variedade poliforma de intercâmbio com o Alto – procuram o Cristo Interno, num autocompromisso assumido no Espaço. São os que realizam movimentos espirituais tendo à frente líderes que revelam a força coesa no trabalho e a segurança completa nos seus ideais. São aqueles cujos exemplos contaminam e atraem os forasteiros e imigrantes que sentem a decadência das velhas fórmulas dos seus países. São nações que constituem atrações contínuas para o afluxo de artistas, filósofos, cientistas e religiosos de todos os matizes, que as "sentem" como preservadas do perigo na hora trágica do juízo final. Mas, advertimo-vos (e procurai distinguir!): o essencial para sobreviver é a procura do Cristo Interno!

Pergunta --- Os nossos cientistas encontrarão provas, em breve, de que já houve modificação anterior na posição da Terra?

RAMATIS: --- Com o fenômeno do degelo na Groelândia, encontrarão vegetações aniquiladas, como o álamo, o carvalho, o pinheiro, os cedros, árvores frutíferas como as nozes, das castanhas, das amêndoas, próprias de climas contrários. Inúmeras outras plantas dar-lhes-ão a confirmação de que o Pólo Norte já foi região aquecida e está retornando à sua primitiva forma.

Pergunta --- Cremos que a notícia da aproximação do "astro higienizador", a que anteriormente vos referistes, e que influirá na elevação do eixo terráqueo, não há de encontrar apoio nas nossas atuais "leis astronômicas". Através dos seus conhecimentos astronômicos, se bem que rudimentares, os nossos astrônomos ou astrólogos ainda não puderam pressentir a aproximação desse astro. Que devemos pensar?

RAMATIS: --- Comumente, a ciência oficial acaba encontrando a solução científica para inúmeros fenômenos que anteriormente eram considerados impossíveis ou inconcebíveis. Como não há milagres no Cosmo, um fato, por mais exótico que pareça, ou evento por mais inimaginável que tenha sido, termina sendo enquadrado num princípio científico. Há sempre uma lei que se liga a uma série de outras leis e, consequentemente, se conjuga à Lei Suprema da Criação. Antigamente eram consideradas milagres as estranhas chuvas de blocos de pedras, que caíam dos céus; mas, assim que os cientistas franceses descobriram a existência dos meteoritos, não tardaram em expor as "leis científicas" que governavam o fenômeno. Entretanto, Copérnico, Galileu, o meticuloso Kepler e o genial Newton eram profundamente céticos quanto aos relatos idênticos constantes na Bíblia! As leis conhecidas naquela época desmentiam, profunda e terminantemente, a possibilidade de caírem pedras do céu! Mas as pedras, os meteoritos – que ignoravam, talvez, essa decisão da ciência da Terra – teimaram em cair, no século dezenove, para espanto dos cientistas. É justo que duvideis, no momento, daquilo que só após certo tempo poderá realizar-se, mas é certo também que não podereis impedir aquilo que tem de acontecer, embora sejais cultores de leis e ciências positivas. Ainda que não possais ver a "espiga" no grão de milho, plantai esse grão e o "tempo" dar-vos-á a espiga completa! Os cientistas da Atlântida ainda se empenhavam em discussões acadêmicas, quando as torrentes oceânicas invadiram seus laboratórios de pesquisas, e a submersão se fez, apesar da crença na impraticabilidade do fenômeno profetizado! Posteriormente, os sobreviventes descobriram as leis que haviam determinado a grande catástrofe. E a profecia, naquela época, assim rezava, para só mais tarde ser compreendida: -- "Haverá mudança do eixo da roda; o quente ficará frio e o frio será quente, lançando o de cima para baixo e o de baixo para cima". Se Galileu tivesse consultado os apontamentos atlântidas, ter-se-ia surpreendido com a antecipação do pensamento daqueles cientistas, que já afirmavam que "a Terra se movia em torno do Sol", conforme se poderá verificar nos "Registros Orientais dos Ciclos Cármicos", onde se diz que "a roda tem eixo e gira em redor de Ra (o Sol)".

Pergunta --- Alguns filósofos espiritualistas afirmam-nos que não se dará um evento como o ‘juízo final’, motivado pela modificação do eixo terráqueo. Acreditam eles que o "juízo final" é uma época simbolizada por Jesus naquela expressão, mas referente apenas ao amadurecimento interior do homem, isto é, ao desaparecimento do mundo anticristão, mas sem essas consequências bruscas, materializadas nas profecias que, por isso, não são absolutamente exatas. Qual o vosso parecer?

RAMATIS: --- Duvidar das profecias consagradas nas tradições bíblicas seria atribuir a Jesus o título de embusteiro, pois ele ratificou as predições dos profetas e sempre as acatou e repetiu. João Evangelista, na ilha de Patmos, aos 96 anos de idade, quando do seu desterro determinado por Domiciano, ouvindo a voz que vinha da esfera de Cristo, registrou suas impressões e descreveu a "Besta do Apocalipse". Isso vos demonstra a fonte divina de suas profecias. Ainda mais: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Marcos e João Evangelista anotaram, com ricos detalhes, os eventos em questão. Mais tarde, ainda outros trouxeram novo cabedal e esforço para que a alma terrícola, descrente, se compenetrasse da realidade espiritual e retificasse o seu caminho tortuoso. Podeis destacar, entre eles, o Monge Malaquias, Santa Odila, o Cura d’Ars, Catarina de Emmerik, o campônio Maximino, o profeta de Maiença, Frau Silbiger, Paracelsus, Mãe Shipton, bem assim lembrar-vos das profecias cientificamente comprováveis pelas medidas padronais das pirâmides do Egito e nas ruínas dos templos astecas.
Mas é ainda Nostradamus, o famoso vidente e ocultista do século dezesseis, que oferece matéria mais aproximada dos eventos dos vossos próximos dias. Michel de Nostradamus, conceituado médico, em uma de suas existências anteriores, foi um dos mais célebres profetas bíblicos. Embora variem as interpretações acerca de suas "centúrias", realizaram-se até o momento todas as suas predições, com acentuada exatidão. Há, na língua de vossa pátria, excelente obra de interpretação das profecias de Nostradamus, inspirada, daqui, ao seu interprete, pelo próprio vidente francês. Essa obra, sob os nossos olhos espirituais, guarda a maior fidelidade com os próximos acontecimentos. As modificações e os acontecimentos previstos estão enquadrados dentro das próprias leis estabelecidas pelos Organizadores do Orbe. A função dos profetas tem sido apenas a de noticiar o que há de suceder, sem intervenção de idéias próprias.

Pergunta --- Em face de acontecimentos científicos e de movimentos confraternistas, como os que se realizam na Terra atualmente, não poderíamos alcançar elevação espiritual, independentemente de sucessos catastróficos?

RAMATIS: --- Em virtude da tradicional versatilidade humana, que se deixa seduzir pelo mundo das formas, dificilmente poderíeis conseguir a sanidade espiritual coletiva, sem os recursos purificadores das seleções proféticas. Materializa-se pouco a pouco o vaticínio tenebroso quanto à "Besta do Apocalipse", cujo corpo e alma estão sendo alimentados pelos crimes, aberrações, guerras, ciúmes, impiedades, avareza e perigo à idolatria sedutora da forma! A fermentação vigorosa das paixões inferiores, aliada à ingestão de vísceras sangrentas da nutrição zoofágica, não favorece a escultura do cidadão crístico do milênio futuro! A aura do vosso orbe está saturada de magnetismo coercitivo, sensual e estimulante das inferioridades do instinto animal. O "reino da besta" se estabelece lenta mas inexoravelmente, aprisionando incautos nas suas redes sedutoras; a hipnose à matéria se processa vigorosamente e os valores tradicionais se invertem, eliminando as linhas demarcativas da moral humana! A sublime Luz do Cristo que, no sacrifício do Gólgota, iluminou amorosamente o vosso mundo, encontra imensa dificuldade para banhar as almas impermeabilizadas pela "casca" das paixões desregradas. Recorda o esforço exaustivo que fazem os raios do Sol para atravessar as vidraças empoeiradas! Mas esse pó, que se incrusta no vosso espírito e impede o acesso íntimo às vibrações altíssimas do Cristo, será varrido sob o impacto doloroso dos "tempos chegados" e do "juízo final", quando o Anjo Planetário julgará os vivos e os mortos e separará o "joio" do "trigo".
A nova transfusão do amor crístico ser-vos-á dada pelo imperativo da justiça e da dor!

Pergunta --- Uma vez que as sementes extraídas dos frutos podres podem gerar árvores sadias, não poderíamos alcançar nossa promoção espiritual sob novos planos de reconstrução moral, com o aproveitamento de todos os espíritos sadios?

RAMATIS: --- Alguns séculos antes do Cristo, já se vos ofereceu um maravilhoso padrão de vida superior, quando a civilização grega, sob a direção de mentores como Platão, Sócrates, Pitágoras, Aristóteles, Apolônio de Tiana e outros, cultuava devocionalmente o lema: "alma sã em corpo são". Entretanto, que evolução espiritual conseguistes desde os gregos até os vossos dias? Quando sois entregue aos ditames da vossa própria razão, seguís, porventura, o curso ascensional para a angelização tão desejada? E mais necessária se vos tornou, ainda, a imposição de resgates violentos e dolorosos, porque recebestes, como divino acréscimo aos bens doados pelos gregos, a visita sublime do Cordeiro de Deus, que inundou vosso mundo de Luz e de Amor! Se, partindo da civilização grega e atravessando a época de Jesus, vos encontrais ainda no caos atual, qual será a vossa conduta no terceiro milênio, se vos deixarem entregues novamente aos sistemas educativos da vossa ciência tão convencida?... Realmente, só a modificação dacroniana, que se aproxima, verticalizando orbe e humanidade, é que vos poderá erguer e colocar-vos nos caminhos seguros da angelitude!

Pergunta --- Visto que os primeiros sinais dos "princípios das dores" podem confundir-se com acontecimentos trágicos, que se sucedem comumente neste mundo, qual o acontecimento que mais identificará a verdadeira chegada do "fim dos tempos"?

RAMATIS: --- Já que desejais fixar o momento em que começarão a ter lugar esses acontecimentos, dir-vos-emos que, exatamente às 24 horas do dia 1º de janeiro, do próximo ano de 1950, terá início o ciclo de distúrbios climáticos e geológicos preditos há tantos séculos. Lenta, mas inexoravelmente, os fatos se reproduzirão em gradativa intensidade; inúmeros terremotos suceder-se-ão em lugares situados fora do cinturão de abalos sísmicos; grandes e temerosas inundações fluviais hão de ultrapassar níveis de rios nunca atingidos por elas; algumas ilhas vulcânicas desaparecerão rapidamente e ilhotas desconhecidas farão a sua eclosão no seio dos oceanos; chuvas torrenciais desabaram em zonas de contínuas secas, e regiões tropicais sofrerão os efeitos das geadas inesperadas; rios nutridos perderão o seu conteúdo líquido e leitos secos ficarão pejados de água; tufões e furacões visitaram continuamente as zonas ribeirinhas, estendendo-se a áreas muito distantes e eclodindo em ritmo cada vez mais acelerado. Algumas praias ficarão reduzidas, ao mesmo tempo que outras terão suas faixas arenosas aumentadas; aldeias situadas em áreas de inundações sumir-se-ão do vosso mapa terráqueo, deixando milhões de pessoas sem teto; os animais, as aves e mesmo os peixes e crustáceos emigrarão continuamente para zonas imprevistas; o frio se fará fortemente manifesto nos lugares tradicionalmente calorosos, enquanto, para surpresa dos seus habitantes, a temperatura subirá continuamente em regiões frígidas. O movimento gradual da verticalização do eixo da Terra irá descobrindo rochas com restos petrificados, de animais e vegetais principalmente os fósseis mais importantes, que se situam na região do Irã, do Egito, do México e na China.
Muitas teorias serão aventadas pelos cientistas, para explicar o fenômeno; alguns responsabilizarão por isso os experimentos atômicos ou as devastações florestais; outros apenas afirmarão que se trata de "aquecimento natural" do orbe.
Decorridos alguns anos a vossa ciência não terá mais dúvida de que algo estranho se processa na Terra; mas, também, o homem comum já não duvidará de que soou a hora profética da sua redenção espiritual!

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(As Flores do Oriente. Ramatís/Márcio Godinho. Editora do Conhecimento, 2000. Capítulo 1 ‘Boas Novas Para o Terceiro Milênio’):

(...) Atualmente há uma espécie de intercâmbio que administra o processo de migração espiritual, fazendo com que diversos espíritos já familiarizados com a cultura ocidental, experimentem um pouco dos hábitos orientais, e vice-versa. Da mesma forma que estamos atuando no Ocidente, vossos "santos milagreiros" cumprem o papel de "mentores espirituais" no Oriente! Todo esse esquema proporciona a propagação de conhecimentos, tornando, com o passar do tempo, a humanidade mais "homogênea"!(...)

(...) As barreiras culturais, impostas pelo conservadorismo dos povos, estão caindo graças ao trabalho incessante de muitos espíritos abnegados, que incansavelmente propagam os ensinamentos de Jesus, numa cultura onde Krishna ou Buda possuem os mesmos atributos redentores do mestre! Mas deveis ficar certos de que muito em breve, haverá um só povo!(...)

(...)16 --- Haveria um prazo determinado para que a humanidade consiga atravessar este momento de transição?

RAMATÍS --- Os prazos sempre são determinados, mas há uma maleabilidade muito grande na estatística cósmica, que consiste em atingir "metas de evolução", isto é, existe um contigente que quando alcançado, delimita a fronteira de transição. Seria uma espécie de nível percentual, estatístico! Para o caso de humanidades como a que habita o vosso orbe, vossos administradores espirituais planejam de maneira a serem alcançadas etapas, as quais são semelhantes à que viveis atualmente, esperando que um número específico de individualidades alcance os padrões estipulados por esses administradores. Esses padrões poderiam ser chamados "ciclos de evolução"! a cada ciclo, há os que conseguem atingir metas propostas, e então, inicia-se novamente outro "ciclo". E assim sucessivamente!
Como é esperado por vossos administradores espirituais, há aqueles que não conseguem alcançar esse padrão evolutivo, e nestes casos, é necessário recomeçar! Tudo isso poderia ser perfeitamente comparado com vossos educandários, nos quais, quando o aluno é reprovado, precisa repetir o ano, até que consiga ir adiante, série após série!

17 --- Com relação ao processo do "juízo final", poderíeis esclarecer que espécie de graduação o planeta Terra alcançaria após este derradeiro momento?

RAMATÍS --- Vosso planeta é tido hoje por todo orbe como "hospital-escola-penitenciária"! Quanto ao primeiro aspecto, poderíamos dizer que o planeta atravessa um caminho onde as epidemias e todas as mazelas cumprem o papel de higienizadores psíquicos e espirituais. São verdadeiras dádivas no socorro ao espírito sedento da libertação. Ao passo que o ser humano atinge o mais alto grau do desespero e da dor, ainda assim passa por sublime aprendizado de valor à vida e ás coisas de Deus: é a dualidade do planeta, nos servindo de hospital e escola! Passando por todos esses "aparentes" flagelos, vê-se a humanidade "presa" aos costumes de que tanto precisa se libertar para que adentre o próximo ciclo evolutivo já rejuvenescida! É escrava de suas tendências inferiores!
Nas regiões umbralinas vêem-se milhares de irmãos ainda presos às fortes correntes do apego, ao léu, jogados à sua própria vontade, sem qualquer objetivo que não seja o desfrute de seus antigos apegos, dos mais escabrosos gostos já cultivados pela humanidade! Não seria difícil deduzirmos que o apego às coisas inferiores estigmatizou o planeta Terra como verdadeira penitenciária!
O estágio em que a humanidade atualmente se encontra será marcado pela sua promoção, na qual passará a ser somente "hospital-escola" daqui para a frente! Tendo atingido o contingente de indivíduos que formam o grupo dos "direitistas" do Cristo, é necessário que ambos, os que seguirão adiante e os que precisarão reiniciar essa etapa novamente, sejam selecionados a partir de sua vibração, e posteriormente, remanejados para orbes que satisfaçam suas necessidades de evolução! Isto significa que a humanidade terrícola estará apta a iniciar nova "etapa", enquanto a outra humanidade, aquela que diante de nova oportunidade, recomeçará, será enviada em viagem cósmica para outro "meio" mais condizente com seu estágio evolutivo!

18 --- Quereis dizer que após a promoção pela qual o planeta passará, reduzir-se-ão as ditas hecatombes proporcionadas pela própria humanidade?

RAMATÍS --- Afirmar que, após o processo do juízo final, nada mais acontecerá, seria atestar em outras palavras que o planeta se tornará um imenso deserto! Pois sabeis que onde há um só ser, há movimentação energética e portanto, haverá muitos momentos de tensão psíquica, devido ao fato de o homem ainda não ter aprendido a controlar seu mecanismo psíquico. Controle este que levará algum tempo, até que o próprio homem consiga se administrar devidamente.
É certo que, com a "seleção" dos espíritos, os terrícolas terão de reconstruir o planeta, tornando-o a tão sonhada morada da nova humanidade! No estágio atual, há muitos sinais de destruição, que caracterizam o momento atual como verdadeiro "juízo". Mas, uma vez traspassado este momento, será realmente necessária a reconstrução! Poderíamos dizer que os primeiros momentos da humanidade serão os mais difíceis, mas fundamentais para que o planeta adquira os atributos de uma verdadeira "Morada da paz"!
Grande parte das tragédias coletivas não mais acontecerá, por terem despertado no homem a consciência, pelo respeito ao semelhante. Mas pequenas e isoladas situações difíceis ainda ocorrerão, uma vez que, como mencionado anteriormente, ainda há muitos espíritos que deverão passar ao lado direito do Cristo, necessitando das "provas de depuração". O processo de desaparecimento destas tragédias será gradativo, até que não haja mais necessidade de serem utilizadas como "expurgadoras" de energias deletérias! Ademais, somente uma pequena parcela da humanidade está consciente de que precisa se modificar. Quanto à maioria, ainda adormecida aos desígnios de Deus, precisará tomar lições que vós estais tomando neste momento! É necessário que a busca do aperfeiçoamento espiritual seja propagada aos quatro cantos do planeta para assim consolidarmos nossos objetivos ante o propósito do amor fraterno! A evangelização através do "exemplo" a ser seguido, é a melhor ferramenta que poderíamos ter para a adaptação destes novos parâmetros que o planeta terá!

19 --- Diríeis que o processo da separação do "joio e do trigo" ainda não se completou?

Ramatís – Quando vossos mais célebres profetas anunciam que somente um terço da humanidade terrena fará parte dos "direitistas", tal declaração não se restringiu apenas à população dos encarnados, mas à imensa população dos dois planos, astral e físico!
Em regiões umbralinas, não há somente espíritos depravados, odiosos, sedentos de vingança para com seus antigos algozes, mas também muitos deles são sofredores, ignorantes, e na realidade são mais sofredores do que aqueles que receberam através da reencarnação, a oportunidade de evoluir! Eles também terão a oportunidade de decidir qual caminho escolherão. Afinal, não seria justo se simplesmente os "porões umbralinos" fossem esvaziados sem que a Espiritualidade fizesse minuciosa avaliação de todos os que lá habitam. E isto não é trabalho que se realize em pouco tempo! Muitos, mesmo em profundo estado de revolta, ainda assim são vítimas de seus próprios atos. Não possuem maldade no coração! Não são maus, apenas "estão" revoltados, e por terem desacreditado da justiça divina, passaram a agir conforme a "justiça" que acham ser coerente. Não deveis esquecer que cada qual sente o mundo por aquilo que sente dentro de si; vê o mundo através de sua própria aparência! É provável que eles não experimentem a tranquilidade e a paz interior há muito!
Após ser concluída a vistoria desses locais, por certo muitos espíritos escravos de outros mais "poderosos" serão libertados, e encaminhados para os hospitais astralinos, e no momento certo, lhes será conferido o direito de reencarnarem para a retomada daquilo que há muito tempo abandonaram em troca dos prazeres inferiores. Para muitos destes espíritos, após ser feita a mais profunda avaliação de provas a serem superadas, haverá a necessidade da limitação corpórea, de doenças das mais estranhas etiologias que podeis imaginar. Vede que isto já está acontecendo, e no futuro será mais intenso o fluxo destes espíritos que, em estado de depuração, ganharão corpos doentios e sensíveis! Esta etapa que vós denominais "provações", longe de gerar a dor das guerras, proporcionará a compreensão dos Desígnos de Deus e o avanço das técnicas curativas da humanidade!
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O Evangelho à Luz do Cosmo, Ramatís/Hercílio Maes. 1974 .
Capítulo 16 "O trigo e o joio"

Pergunta --- Mas essa emigração de espíritos terrícolas para um mundo inferior e muito aquém do que já usufruíram na Terra, parece-nos mais punitiva do que mesmo reeducativa! Estamos certos?

Ramatís --- As vidas nas faces dos orbes físicos são apenas ensejos ou recursos educativos, no sentido de se plasmarem as consciências individuais dos espíritos recém-saídos da energia psíquica cósmica! Através das inúmeras situações e "testes" pedagógícos dos mundos materiais, as centelhas espirituais promovem a sua própria conscientização, adquirindo a noção de "existir", e o "saber" pelo pensar! Ademais, as próprias forças sublimadas da vivência animal, acasalando-se com as energias sutilíssimas atraídas dos planos superiores, constituem-se na substância fundamental da estrutura e configuração do perispírito do homem encarnado! Em conseqüência, o perispírito se organiza no limiar das forças refinadas da animalidade, e, também, pelas energias "descidas" da fonte sidérea divina!
Mas durante esse intercâmbio ou ativação entre o espírito e a matéria, no sentido de se desenvolver a consciência espiritual do homem, o seu perispírito também se imanta do residual inferior produzido pelo campo vigoroso e instintivo da contribuição animal. Tratando-se de um veículo definitivo e que opera normalmente nos planos superiores da angelitude, o perispírito então precisa submeter-se a uma terapia ou saneamento energético, a fim de o espírito desencarnado conseguir alcançar os campos de forças mais sutis da vida espiritual. Mas o processo que sublima e purifica o períspírito, e o liberta do residual inferior conseqüente às suas experiências vividas na matéria, que o diafaniza para a espiritualidade, atua à semelhança de um "lixamento" em todos os interstícios perispirituais, cujo atrito então repercute no campo nervoso do encarnado, causando-lhe a reação conceptual da "dor" ou do "sofrimento" tão indesejáveis. Trata-se de algo semelhante a um circuito no campo físico, mas que atinge de modo aflitivo e desagradável o campo psíquico! É, enfim, a cota de sacrifício, que resulta durante a elaboração da consciência espiritual do "novo indivíduo", modelado no seio de Deus!
Em conseqüência, os mundos físicos funcionam como verdadeiras "lixas" de áspera granulação, que extirpam compulsoriamente da veste perispiritual a crosta dos resíduos e das paixões da animalidade instintiva. E quando os espíritos matriculados no curso primário dos mundos físicos são reprovados no exame escolar ou de "juízo final", porque ainda lhes predomina a instintividade animal sobre a freqüência sidérea perispiritual, então só resta à Administração Sideral despejar os "maus inquilinos" para outra moradia agreste, mas eletiva para eles recapitularem as lições negligenciadas. Não se trata de nenhuma punição ou castigo de Deus, mas simplesmente uma operação retificadora, cuja finalidade essencial é promover a ventura do ser!

Pergunta --- Ainda sob o tema do "Festim de Bodas", que são as imagens ou configurações alusivas, que nos indica especificamente o acontecimento dos espíritos reprovados serem alijados para outro mundo inferior?

Ramatís --- Na parábola do "Festim de Bodas", é muito significativo, quando o rei assim indaga ao "intruso", que se encontra em situação ilegal no banquete divino: "meu amigo, como entraste aqui sem a túnica nupcial?" Sem dúvida, o Senhor ali figurado como o rei refere-se ao fato de o convidado apresentar-se sem a túnica nupcial, ou conforme já vo-lo dissemos, sem o perispírito devidamente higienizado ou "imaculado"!
É fácil de aperceber-se que o "intruso" não oferece as condições autênticas exigíveis para poder-se ajustar em equilíbrio com o ambiente superior, e, conseqüentemente, deve ser dali "expulso"! Ele vivia satisfatoriamente condicionado num ambiente inferior, e, por lei vibratória, então até deve sentir dificuldade em mudar-se para um nível superior! É de lei; no mundo físico, que o sapo viva no pântano nauseabundo, que lhe é o ambiente apropriado, enquanto o colibri esvoaça entre os odores das flores. Cada ser vive de acordo com a sua eletividade ambiental, por cujo motivo o colibri sucumbe asfixiado no mesmo lodo onde o sapo canta eufórico.
o tema dessa parábola, portanto, presta-se muitíssimo para também explicar e comprovar o exílio dos espíritos reprovados na seleção de "juízo final" da Terra. A figura do "convidado intruso" do "Festim de Bodas" simboliza o conjunto de espíritos que devem ser alijados da face da Terra, porque eles não conseguiram aprender o ABC do Amor, e, portanto, não possuem as condições necessárias, para se reencarnarem no próximo milênio no orbe em prosseguimento ao seu desenvolvimento consciencial. Isso porque a Terra, já devidamente reformada e ajustada geologicamente, será um planeta sem ódios e sem guerras, onde há de predominar a busca da sabedoria e das atividades criativas através da arte e da ciência sublimadas pela fraternidade.
A parábola do "Festim de Bodas" não só identifica o tipo espiritual terrícola reprovado no "juízo final", e simbolizado na figura do hóspede intruso, como ainda assinala o exílio dos "esquerdistas" do Cristo para as "trevas exteriores", onde há "prantos e ranger de dentes". Essa figura ajusta-se perfeitamente ao simbolismo de um mundo físico primário, ainda povoado por uma vida animal selvática e feroz. Só num mundo físico de natureza agreste é que realmente pode existir "ranger de dentes e prantos", como símbolo da animalidade, e onde ainda grassa a violência, guerra e ferocidade na luta pela sobrevivência, tão comuns à maioria dos atuais terrícolas.
Qualquer discípulo de filosofia espiritualista, baseado no pensamento oriental, sabe que, ao buscar o "reino dos céus", o candidato deve trilhar a "senda interna" do espírito, apurar a sua sensibilidade psíquica e aperceber-se do que é divino. Deste modo, as "trevas exteriores", mencionadas por Jesus, nada mais são do que o "caminho exterior", transitado pela alma encarnada através do seu invólucro físico. Em conseqüência, os espíritos que negligenciarem o seu aprimoramento espiritual, desprezando a "senda interna", deverão recuperar o tempo perdido e recapitular suas lições ao longo do "caminho externo", numa vida física ainda mais dificultosa e mais dolorosa, porque se trata de uma verdadeira restauração para o nível que decaíram na Terra.

Pergunta --- Que dizeis quanto à referência mencionada no "Festim de Bodas" de que "muitos serão os chamados e poucos os escolhidos"?

Ramatís --- Até o fim do século atual, período em que se processa o profético "Juízo Final", e época dos "Tempos Chegados", provavelmente devem ser convocados à reencarnação mais de 5 bilhões de espíritos na erraticidade, para aí no mundo físico darem o testemunho da evolução espiritual. Antigos magos-negros serão chamados a militar na magia branca de Umbanda, e muitos retornarão às antigas práticas em prejuízo do próximo, ainda estimulados pela sua deficiência espiritual. Entre antigos inquisidores, líderes sombrios da Idade Média, polemistas de dissensões religiosas e mesmo políticas, serão convidados a participar da renovação espiritual do mundo, embora muitos deles ainda devam prosseguir preferindo as discussões estéreis à ação crístíca. Mas, conforme as estatísticas da "Administração Sideral", apenas um terço da vossa humanidade deverá ser escolhido à direita do Cristo e gozar da concessão de voltar a encarnar-se na Terra, no próximo milênio, Os dois terços restantes compreendem os "feixes" de joio, que "atados de pés e mãos", e devido à sua irresponsabilidade espiritual, serão classificados à "esquerda" do Cristo e obrigados a emigrar para um mundo primitivo, onde o homem ali mal consegue amarrar machados de pedra!
São esses espíritos escravos do "mundo de César", que preferiram exclusivamente a "porta larga" dos prazeres, vícios, das ignomínias, paixões e facilidades humanas, desprezando a "porta estreita", que simboliza o dever, estoicismo, e paciência e resignação.


(Ramatís/Hercílio Maes. Mensagens do Astral. 1956. Capítulo 2 ‘Juízo Final’)

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Olho, A Luz e As Trevas

O interessante nessa procura espiritual é que vamos nos cercando de informações de diversas fontes e esquecemos realmente o básico, ou seja, aquilo que Jesus nos ensinou em sua vinda ao planeta Terra.

Em sua bem aventuranças o próprio Jesus através de parábolas fala de luz e trevas e como atingiremos o reino dos céus.

Mas, como bons terráqueos que somos só ficamos na palavra e esquecemos o essencial, ou seja, seu conteúdo.

Nessa procura de entendimento deparei-me com uma explicação muito simples dada por GOETHE, filósofo e poeta alemão do final do século dezenove.

Não é bem que é uma simplicidade a sua explicação é que ela é perfeitamente entendível a qualquer ser que procura compreender o que é Trevas e o que é Luz.

Sabemos pela própria Bíblia que luz é Deus a pontecialidade máxima que atingiremos um dia em nosso crescimento ao retorno e volta a Casa do Pai (estória do filho Pródigo).

Uma antiga escola jônica, sempre repetiu que o igual é capaz de reconhecer o igual.

Se pararmos para pensar é exatamente isso o que procuramos o divino, a luz, Deus.

GOETHE em seu livro a Teoria das Cores ela fala um pouco e claramente sobre isso. Ele fala da luz e das trevas, mas coloca um elemento a mais nessa comparação o que deixa mais claro a explicação, que são os olhos.

Segundo GOETHE
Dissemos que a natureza inteira se manifesta através das cores ao sentido dos olhos. Agora, afirmamos, mesmo que pareça um tanto estranho, que o olho não enxerga forma alguma, pois claridade, escuridão e cor perfazem tudo o que distingue, para os olhos, o objeto do objeto, e as partes do objeto entre si. Assim constituímos destes três o mundo visível, ao mesmo tempo possibilitando a pintura que, por seu lado, é capaz de produzir, na tela, um outro mundo visível que pode ser muito mais perfeito do que o mundo real.
O olho agradece sua existência à luz. É a luz que provoca, em indiferentes e subordinados órgãos de ordem animal, um órgão que seja igual a ela; assim, o olho se forma pela luz para a luz, para que a luz interior venha encontro da luz exterior.

Aqui observamos claramente o que ele quer dizer, ou seja, os olhos são apenas um órgão dos sentidos. Ele na existe se não existir a luz e as trevas. E o crescimento do indivíduo só ocorre na medida que o seu entendimento interno (luz interna) vá de encontro com as coisas de Deus (luz externa).

Essa colocação e realidade é muito sábia.

Recordemos também que um antigo místico Plotino, que reproduzimos em versos suas palavras.
Se o olho não fosse solar,
Como poderíamos a luz avistar?
Se não vivesse em nós a força de Deus,
Como poderia o divino nos entusiasmar.

Ninguém vai negar o parentesco direto da luz e dos olhos; muito mais difícil, porém, é pensar os dois como sendo idênticos. No entanto, isto se torna mais compreensível pela afirmação de que no olho habita uma luz em repouso, que é incitada pelo mínimo estímulo interior ou exterior. Somos capazes de evocar diante de nós, na escuridão, pelo poder solicitador da imaginação, as mais luminosas imagens. Em sonhos, os objetos nos aparecem como o fazem á plena luz diurna. No estado de vigília, percebemos a mais ínfima atuação da luz exterior; e mais: quando o órgão sofre o estímulo mecânico, instantaneamente surgem luz e cores.

Por ora, dizemos apenas o seguinte: para a gênese da cor são necessárias a luz e a treva, o claro e o escuro, ou ainda, se quisermos usar uma fórmula mais generalizada: luz e não luz.

Esta frase resume um aspecto fundamental da cromatologia de GOETHE: a treva – ao lado da luz – é considerada como uma entidade positivamente existente, dotada de qualitatividade própria.

Vicente Chagas

Fonte:- O Cosmo das Cores – Gunter Kollert

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Reencarnação

Solicitaram-me umas matérias falando sobre a “Reencarnação” principalmente suas citações na Bíblia.

Salvo melhor juízo, a meu ver, falar sobre Reencarnação para quem não crê principalmente em Deus e seus atributos, em Espíritos ou na Bíblia é perder tempo, pois é falar com quem não crê porque não quer, é falar com quem não tem olhos de ver nem ouvidos de ouvir. Assim, com a aprovação do solicitante, resolvi, inicialmente expor os principais ensinamentos dos espíritos, baseados exclusivamente nos ensinamentos Kardecistas para, paulatinamente chegarmos ao solicitado, ou seja: “A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA”.
De início devo declarar minha incapacidade para trabalho de tamanha lavra, baseando-me exclusivamente nos ensinamentos de Allan Kardec, nos livros da codificação e nas citações de eméritos espíritas, profundos conhecedores da Doutrina Espírita e de seus princípios.
De mim, aqui está registrada apenas minha profunda e raciocinada fé em Deus, em Jesus e em seus veneráveis mensageiros, os Espíritos Superiores quer os chamem anjos, querubins ou guias, o nome é o que menos interessa.

RESUMO DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS

Em o livro ‘O ESPIRITISMO EM SUA EXPRESSÃO MAIS SIMPLES’ DE Allan Kardec, edições da FEESP, transcrevem:

  1. Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
    Deus é eterno, único, imaterial, imutável, todo poderoso, soberanamente justo e bom. Deve ser infinito em todas as suas perfeições, pois se supuséssemos um único de seus atributos imperfeito, ele não seria mais Deus.
  2. Deus criou a matéria que constitui os mundos; também criou seres inteligentes que chamamos Espíritos, encarregados de administrar os mundos materiais segundo as leis imutáveis da criação, e que são perfectíveis por sua natureza. Aperfeiçoando-se, eles se aproximam da Divindade.
  3. O espírito propriamente dito é o princípio inteligente; sua natureza íntima nos é desconhecida; para nós ele é imaterial, porque não tem nenhuma analogia com o que chamamos matéria.
  4. Os Espíritos são seres individuais; tem um envoltório etéreo, imponderável, chamado perispírito, espécie de corpo fluídico, semelhante à forma humana. Povoam os espaços, que percorrem com a rapidez do raio, e constituem o mundo invisível.
  5. A origem e o modo de criação dos Espíritos nos são desconhecidos; só sabemos que são criados simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas com igual aptidão para tudo, pois Deus, em sua infinita justiça, não podia isentar uns do trabalho que teria imposto aos outros para chegar à perfeição. No princípio, ficam em uma espécie de infância, sem vontade própria e sem consciência perfeita de sua existência.
  6. Desenvolvendo-se o livre arbítrio nos Espíritos ao mesmo tempo em que a idéia, Deus lhes diz: “Vocês podem aspirar à felicidade suprema, assim que tiverem adquirido os conhecimentos que lhes faltam e cumprido a tarefa que lhes imponho. Então trabalhem para seu engrandecimento; este é o objetivo; irão atingi-lo seguindo as leis que gravei em sua consciência”.
    Em conseqüência de seu livre arbítrio, uns tomam o caminho mais curto, que é o do bem, outro o mais longo, que é o do mal.
  7. Deus não criou o mal; estabeleceu leis, e essas leis são sempre boas, porque ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente seria perfeitamente feliz; mas os Espíritos, tendo o seu livre arbítrio, nem sempre as observaram, e o mal veio dessa desobediência. Pode-se então dizer que o bem é tudo o que é conforme a lei de Deus e o mal tudo o que é contrário a essa mesma lei.
  8. Para cooperar, como agentes do poder divino, com a obra dos mundos materiais, os Espíritos revestem-se temporariamente de um corpo material. Pelo trabalho de eu sua existência corpórea necessita, eles aperfeiçoam sua inteligência e adquirem, observando a lei de Deus, os méritos que devem conduzi-los à felicidade eterna.
  9. A encarnação não foi imposta ao Espírito, no princípio, como uma punição; ela é necessária ao seu desenvolvimento e para a realização das obras de Deus, e todos devem resignar-se a ela, tomem o caminho do bem ou do mal; só que os que seguem o caminho do bem, avançando mais rapidamente, demoram menos a chegar ao fim e lá chegam em condições menos penosas.
  10. Os Espíritos encarnados constituem a humanidade, que não está circunscrita a Terra, mas que povoa todos os mundos disseminados pelo espaço.
  11. A alma do homem é um Espírito encarnado. Para auxiliá-lo no cumprimento de sua tarefa, Deus lhe deu, como auxiliares, os animais, que lhe são submissos e cuja inteligência e caráter são proporcionais às suas necessidades.
  12. O aperfeiçoamento do Espírito é o fruto de seu próprio trabalho; não podendo, em uma única existência corpórea, adquirir todas as qualidades morais e intelectuais que devem conduzi-lo ao objetivo, ele ai chega para uma sucessão de existências, dando em cada uma delas alguns passos adiante no caminho do progresso.
  13. Em cada existência corpórea o Espírito deve cumprir uma missão proporcional a seu desenvolvimento; quanto mais ela for rude e laboriosa, maior seu mérito em cumpri-la. Cada existência é, assim, uma prova que o aproxima do alvo. O número de suas existências é indeterminado. Depende da vontade do Espírito de abreviá-las, trabalhando ativamente em seu aperfeiçoamento moral; assim como depende da vontade do operário que tem de realizar um trabalho abreviar o número de dias para sua execução.
  14. Quando uma existência foi mal empregada, não aproveitou o Espírito, que deve recomeça-la em condições mais ou menos penosas, em razão de sua negligência e de sua má vontade; assim é que, na vida, podemos ser obrigados a fazer no dia seguinte o que não fizemos no anterior, ou a refazer o que fizemos mal.
  15. A vida espiritual é a vida normal do Espírito: ela é eterna; a vida corpórea é transitória e passageira: é apenas um instante na eternidade.
  16. No intervalo de suas existências corpóreas, o Espírito é errante. Não por duração determinada; nesse estado o espírito é feliz ou infeliz de acordo com o bom ou mau emprego de sua última existência; ele estuda as causas que apressaram ou retardaram seu desenvolvimento; toma resoluções que tentará por em prática na próxima encarnação e escolhe, ele mesmo, as provas que considera mais adequadas ao seu progresso; mas algumas vezes ele se engana, ou sucumbe, não mantendo como homem às resoluções que tomou como Espírito.
  17. O Espírito culpado é punido pelos sofrimentos morais no mundo dos Espíritos, e pelas penas físicas na vida corpórea. Suas aflições são conseqüências de suas faltas, quer dizer, de sua infração à lei de Deus; de modo que constituem simultaneamente uma expiação do passado e uma prova para o futuro – é assim que o orgulhoso pode ter uma existência de humilhação, o tirano uma vida de servidão, o rico mau uma encarnação de miséria.
  18. Há mundos apropriados aos diferentes graus e avanço dos Espíritos, onde a existência corpórea acha-se em condições muito diferentes. Quanto menos o Espírito é adiantado, mais os corpos de que se reveste são pesados e materiais; à medida que se purifica, passa para mundos superiores morais e fisicamente. A Terra não é o primeiro nem o último, mas um dos mais atrasados.
  19. O Espírito culpado é encarnado em mundos menos adiantado, onde expiam suas faltas pelas tribulações da vida material. Esses mundos são para eles verdadeiros purgatórios, dos quais depende deles sair, trabalhando em seu progresso moral. A Terra é um desses mundos.
  20. Deus, sendo soberanamente bom justo e bom, não condena suas criaturas a castigos perpétuos pelas faltas temporárias; oferece-lhes em qualquer ocasião meios de progredir e reparar o mal que eles praticaram. Deus perdoa, mas exige o arrependimento, a reparação e o retorno ao bem, de modo que a duração do castigo é proporcional à persistência do Espírito no mal; consequentemente o castigo seria eterno para aquele que permanecesse eternamente no mau caminho, mas, assim que um sinal de arrependimento entre no coração do culpado, Deus estende sobre ele sua misericórdia. A eternidade das penas deve assim ser entendida no sentido relativo, e não no sentido absoluto.
  21. Os Espíritos, encarnando-se, trazem com eles o que adquiriram em suas existências precedentes; é a razão por que os homens mostram instintivamente aptidões especiais, inclinações boas ou más que lhes parecem inatas.
    As más inclinações naturais são os vestígios das imperfeições do Espírito, dos quais ele não se despojou inteiramente; são também os indícios das faltas que ele cometeu, e o verdadeiro pecado original. A cada existência ele deve lavar-se de algumas impurezas.
  22. O esquecimento das existências anteriores é uma graça de Deus que, em sua bondade, quis poupar ao homem lembranças freqüentemente penosas. Em cada existência, o homem é o que ele fez de si mesmo; é para ele um novo ponto de partida – ele conhece seus defeitos atuais, sabe que esses defeitos são a conseqüência dos que tinha, tira conclusões do mal que pode ter cometido, e isto lhe basta para trabalhar, corrigindo-se. Tinham-se outrora defeitos que não tem mais, não tem mais que se preocupar com eles; bastam-lhe as imperfeições presentes.
  23. Se a alma ainda não existiu, é que foi criada ao mesmo tempo em que o corpo; nessa suposição, ela não pode ter nenhuma relação com as que a precederam. Pergunta-se, então, como Deus, que é soberanamente justo e bom, pode tê-la feito responsável pelo erro do pai do gênero humano, maculando-a com um pecado original que ela não cometeu. Dizendo, ao contrário, que ela traz ao renascer o germe das imperfeições de suas existências anteriores, que ela sofre na existência atual as conseqüências de suas faltas passadas, dá-se do pecado original uma explicação lógica que todos podem compreender e admitir, porque a alma só é responsável por suas próprias obras.
  24. A diversidade das aptidões inatas, morais e intelectuais, é a prova de que a alma já viveu; se tivesse sido criada ao mesmo tempo em que o corpo atual, não estaria de acordo com a bondade de Deus ter feito umas mais avançadas que as outras. Por que selvagens e homens civilizados, bons e maus, tolos e brilhantes? Dizendo-se que uns viveram mais que os outros e mais adquiriram tudo se explica.
  25. Se a existência atual fosse única e devesse decidir sozinha sobre o futuro da alma para a eternidade, qual seria o destino das crianças que morrem em tenra idade? Não tendo feito nem bem nem mal, elas não merecem nem recompensas nem punições. Segundo a palavra do Cristo, sendo cada um recompensado segundo suas obras, elas não têm direito à felicidade dos anjos, nem merecem dela ser privadas. Diga-se que poderão, em uma outra existência, realizar o que não puderam naquela que foi abreviada, e não há mais exceções.
  26. Pelo mesmo motivo qual seria a sorte dos cretinos, idiotas? Não tendo nenhuma consciência do bem e do mal, não têm nenhuma responsabilidade por seus atos. Deus seria justo e bom tendo criado almas estúpidas para destiná-las a uma existência miserável e sem compensações? Admita-se, pelo contrário, que a alma do idiota e do cretino é um Espírito em punição dentro de um corpo impróprio para exprimir seu pensamento, onde ele é um homem fortemente aprisionado por laços, e não se terá mais nada que não seja conforme a justiça de Deus.
  27. Em suas encarnações sucessivas, o Espírito, sendo pouco a pouco despojado de suas impurezas e aperfeiçoado pelo trabalho, chega ao termo de suas existências corpóreas; pertence então à ordem dos Espíritos puros ou dos anjos, e goza simultaneamente da vida completa de Deus e de uma felicidade imperturbável pela eternidade.
  28. Estando os homens em expiação na terra, Deus, como bom pai, não os entregou a si mesmos sem guias. Eles têm primeiro seus Espíritos protetores ou anjos guardiões, que velam por eles e se esforçam para conduzi-los ao bom caminho; têm ainda os Espíritos em missão na terra, Espíritos superiores encarnados de quando em quando entre eles para lhes iluminar o caminho através de seus trabalhos e fazer a humanidade avançar. Se bem que Deus tenha gravado sua lei na consciência, ele achou que devia formulá-la de maneira explícita, mandou primeiro Moisés, mas as leis de Moisés estavam ajustadas aos homens de seu tempo; ele só lhes falou da vida terrestre, de penas e de recompensas temporais. O Cristo veio depois completar a lei de Moisés através de um ensinamento mais elevado: a pluralidade das existências (1) a vida espiritual, mas as penas e as recompensas morais. Moisés os conduziu pelo medo, o Cristo pelo amor e pela caridade.
  29. O Espiritismo, mais bem entendido hoje, acrescenta, para os incrédulos, a evidência à teoria; prova o futuro com fatos patentes; diz em termos claros e sem equívoco o que o Cristo disse em parábolas; explica as verdades desconhecidas ou falsamente interpretadas; revela a existência do mundo invisível ou dos Espíritos, e inicia o homem nos mistérios da vida futura; vem combater o materialismo, que é uma revolta contra o poder de Deus; vem enfim estabelecer entre os homens o reino da caridade e da solidariedade anunciado pelo Cristo. Moisés gravou, o Cristo semeou, o Espiritismo vem colher.
  30. O Espiritismo não é uma luz nova, mas uma luz mais brilhante, porque surgiu de todos o ponto do globo através daqueles que viveram. Tornando evidente o que era obscuro, põe fim às interpretações errôneas, e deve unir os homens em uma mesma crença, porque não há senão um Deus, e suas leis sãs as mesmas para todos; ele marca enfim a era dos tempos preditos pelo Cristo e pelos profetas.
  31. Os males que afligem os homens na terra têm como causa o orgulho, o egoísmo e todas as más paixões. Pelo contato de seus vícios, os homens tornam-se reciprocamente infelizes e punem-se uns aos outros. Que a caridade e a humildade substituam o egoísmo e o orgulho, então eles não quererão mais se prejudicar; respeitarão os direitos de cada um e farão reinar entre eles a concórdia e a justiça.
  32. Mas como destruir o egoísmo e o orgulho, que parecem inatos no coração do homem? Egoísmo e o orgulho estão no coração do homem, porque os homens são espíritos que seguiram desde o princípio o caminho do mal, e que foram exilados na terra como punição desses mesmos vícios; é o seu pecado original, de que muitos não se despojaram. Através do Espiritismo, Deus vem fazer um último apelo para a prática da lei ensinada pelo Cristo: a lei de amor e da caridade.
  33. Tendo a terra chegada ao tempo marcado para tornar-se uma morada de felicidade e de paz, Deus não quer que os maus espíritos encarnados continuem a trazer para ela a perturbação, em prejuízo dos bons; é por isso que eles deverão deixá-la: Irão expiar seu impedernimento em mundos menos evoluídos, onde trabalharão de novo para seu aperfeiçoamento em uma série de existências mais infelizes e mais penosas ainda que na terra.
    Eles formarão nesses mundos uma nova raça mais esclarecida, cuja tarefa será levar o progresso aos seres atrasados que nele habitam, pelos conhecimentos que já adquiriram. Só sairão para um mundo melhor quando tiverem merecido, e assim por diante, até que tenham atingido a purificação completa. Se a terra era para eles um purgatório, esses mundos serão um inferno, mas um inferno de onde a esperança nunca será banida (2).
  34. Enquanto a geração proscrita vai desaparecer rapidamente, surge uma nova geração, cujas crenças serão fundadas no Espiritismo Cristão. Nós assistimos à transição que se opera, prelúdio da renovação moral cuja chegada o Espiritismo marca.
  1. O objetivo essencial do Espiritismo é o melhoramento dos homens. Não é preciso procurar nele senão o que pode ajudá-lo para o progresso moral e intelectual.
  2. O verdadeiro Espírita não é o eu crê nas manifestações, mas aquele que faz bom proveito do ensinamento dado pelos Espíritos. Nada adianta acreditar se a crença não faz com que se dê um passo adiante no caminho do progresso e que não o faça melhor para com o próximo.
  3. O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a maledicência são para a alma ervas venenosas das quais é preciso a cada dia arrancar algumas hastes, e que têm como contraveneno: a caridade e a humildade.
  4. A crença no Espiritismo só é proveitosa para aquele de quem se pode dizer: hoje está melhor do que ontem.
  5. A importância que o homem atribui aos bens temporais está na razão inversa de sua fé na vida espiritual; é a dúvida sobre o futuro que o leva a procurar suas alegrias neste mundo, satisfazendo suas paixões, ainda que às custas do próximo.
  6. As aflições na terra são os remédios da alma; elas salvam para o futuro, como uma operação cirúrgica dolorosa salva a vida de um doente e lhe devolve a saúde. É por isso que o Cristo disse: “Bem aventurados os aflitos, pois eles serão consolados”.
  7. Nas suas aflições, olhe abaixo de você e não acima; pense naqueles que sofrem ainda mais que você.
  8. O desespero é natural para aquele que crê que tudo acaba com a ida do corpo; é um contra-senso para aquele que tem fé no futuro.
  9. O homem é muitas vezes o artesão de sua própria infelicidade neste mundo; se ele voltar à fonte de seus infortúnios, verá que a maior parte deles são o resultado de sua imprevidência, de seu orgulho e avidez, conseqüentemente, de sua infração às leis de Deus.
  10. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele; é aproximar-se dele; é por-se em comunicação com ele.
  11. Aquele que ora com fervor e confiança é mais forte contra as tentações do mal, e Deus envia-lhe bons Espíritos para assisti-lo. É um auxílio que nunca é recusado, quando pedido com sinceridade.
  12. O essencial não é orar muito, mas orar bem. Certas pessoas crêem que todo o mérito está na extensão da prece, enquanto fecham os olhos para seus próprios defeitos. A prece é para eles uma ocupação, um emprego de tempo, mas não uma análise de si mesmos.
  13. Aquele que pede a Deus o perdão de seus erros não o obtém senão mudando de conduta. As boas ações são a melhor das preces, pois os atos valem mais do que as palavras.
  14. A prece é recomendada por todos os bons Espíritos; é, além disso, pedida por todos os Espíritos imperfeitos como um meio de tornar mais leves seus sofrimentos.
  15. A prece não pode mudar os desígnios da Providência; mas, vendo que há interesse por eles, os Espíritos sofredores se sentem menos desamparados; tornando-se menos infelizes; ela exalta sua coragem, estimula neles o desejo de elevar-se pelo arrependimento e reparação, e pode desviá-los do pensamento do mal. É nesse sentido que ela pode não só aliviar, mas abreviar seus sofrimentos.
  16. Cada um ore segundo suas convicções e o modo que acredita mais conveniente, pois a forma não é nada, o pensamento é tudo; a sinceridade e a pureza de intenção é o essencial; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras, que se assemelham ao barulho de um moinho e onde o coração não está.
  17. Deus fez homens fortes e poderosos para que fossem os sustentáculos dos fracos; o forte que oprime o fraco é advertido por Deus; em geral ele recebe o castigo nesta vida, sem prejuízo do futuro.
  18. A fortuna é um depósito cujo possuidor é tão somente o usufrutuário, já que não a leva com ele para o túmulo; ele prestará rigorosas contas do emprego que fez dela.
  19. A fortuna é uma prova mais arriscada que a miséria, porque é uma tentação para o abuso e os excessos, e porque é mais difícil ser moderado que ser resignado.
  20. O ambicioso que triunfa e o rico que se sustenta de prazeres materiais são mais de se lamentar que de se invejar, pois é preciso ter em conta o retorno. O Espiritismo, pelos terríveis exemplos dos que viveram e que vêm revelar sua sorte, mostra a verdade desta afirmação do Cristo: “Aquele que se orgulha será humilhado e aquele que se humilha será elevado”.
  21. A caridade é a lei suprema do Cristo: “Amem-se uns aos outros como irmãos; - ame seu próximo como a si mesmo; perdoe seus inimigos; - não faça a outro o que não gostaria que lhe fizessem”; tudo isso se resume na palavra caridade.
  22. A caridade não está só na esmola, pois há a caridade em pensamentos, em palavras e ações. Aquele caridoso em pensamentos é indulgente para com as faltas do o próximo; caridoso em palavras, não diz nada que possa prejudicar seu próximo; caridoso em ações assiste seu próximo na medida de suas forças.
  23. O pobre que divide seu pedaço de pão com um mais pobre que ele é mais caridoso e tem mais mérito aos olhos de Deus que o que dá o que lhe é supérfluo, sem se privar de nada.
  24. Aquele que nutre contra seu próximo sentimento de animosidade, ódio, ciúme e rancor, falta à caridade; ele mente, se diz cristão, e ofende a Deus.
  25. Homens de todas as castas, de todas as seitas e de todas as cores, vocês são irmãos, pois Deus os chama a todos para ele; estenda-se, pois as mãos, qualquer que seja a sua maneira de adorá-lo, e não atirem o anátema, pois o anátema é a violação da lei de caridade proclamada pelo Cristo.
  26. Com o egoísmo, os homens estão em luta perpétua; com a caridade, estarão em paz. A caridade, constituindo a base de suas instituições, pode assim, por si só, garantir a felicidade deles neste mundo; segundo as palavras do Cristo, só ela pode também garantir sua felicidade futura, pois encerra implicitamente todas as virtudes que podem levá-los à perfeição. Com a verdadeira caridade, tal como a ensinou e praticou o Cristo, não mais egoísmo, o orgulho, o ódio, a inveja, a maledicência; não mais o apego desordenado aos bens deste mundo. É por isso que o Espiritismo cristão tem como máxima:

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Notas:

1 – Evangelho São Matheus, cap. XVII, v. 10 e Seg. – São João, cap. III, v. 2 e Seg.
2 – Um exemplo característico desse expurgo encontramos na vinda a terra, muitos séculos atrás, dos habitantes de um planeta do sistema de Capela, conforme descreve Emmanuel na obra “A Caminho da Luz”, psicografada por Francisco Cândido Xavier e relatada também pelo Com. Edgar Armond, no livro “Os exilados da Capela, da editora Aliança”.

“Leitura dos livros da codificação, de autoria do ESPÍRITO DA VERDADE, codificados por Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail ou Rivail Hippolyte Léon Denizard) (1), de diversas editoras”, A Reencarnação “de Gabriel Dellane, ed. FEB”, A Reencarnação na Bíblia “de Hermínio C. Miranda, ed. Pensamento; 52 Lições de Catecismo Espírita”, de Eliseu Rigonatti, ed. Pensamento; “Estudando o Evangelho”, de Martins Peralva, ed. FEESP, “A Revista Espírita”, de 1858 a 1869, de Allan Kardec, ed. Edicel, “Revista Espírita Allan Kardec, nº 1 e segs. da Gráfica e Editora Espírita Paulo de Tarso – Goiânia e mais de 90 obras indicadas pelo” Vade Mecum Espírita “, do pesquisador Luiz P. Guimarães, ed. Nosso Lar, além de fazer os cursos ministrados pela FEESP”.
Como muito investigadores honestos, sem idéias pré-concebidas, inclusive escritores e cientistas mundialmente reconhecidos, procure conhecer o que quer apoiar ou combater e então se decida pela verdade. Creio que se convencerá da verdade raciocinada. Como nos ensina o Espiritismo a verdadeira fé é aquela que é raciocinada e não a imposta por dogmas que a ciência comprova serem científica e racionalmente impossíveis.
Agradeço imensamente a Deus se por um segundo sequer puder ter sido útil a algum irmão que procura honestamente a verdade. Que Deus nos abençoe a todos.

Nota 1: Nome civil real de Allan Kardec.

WALDYR CAMPOS
AGOSTO / 2003

terça-feira, 1 de abril de 2008

Leis Espirituais do Sucesso


  • Lei da potencialidade pura

    1. Entrar em contato com o campo da potencialidade pura, reservando um momento do dia para ficar em silêncio, para apenas ser. Ficar sozinho em meditação silenciosa pelo menos duas vezes ao dia por aproximadamente trinta minutos pela manhã e trinta minutos à noite.

    2. Reservar um período do dia para comungar com a natureza e observar em silêncio a inteligência que há em todas as coisas vivas. Ficar em silêncio e assistir ao pôr-do-sol, ouvir o ruído do oceano, ou de um rio, ou simplesmente sentir o cheiro de uma flor. No êxtase do silêncio, e em comunhão com a natureza, desfrutar a pulsação vital das eras, o campo da potencialidade pura e da criatividade ilimitada.

    3. Praticar o não julgamento, começando o dia dizendo: “hoje, não julgarei nada que aconteça “ e durante todo o dia lembrar de não fazer julgamentos.



  • A lei da doação

    1. Dar um presente em todo o lugar que for, a todos que encontrar. Esse presente poderá ser um cumprimento, uma flor, uma oração. Oferecer, diariamente, alguma coisa todas as pessoas com os quais entrar em contato. Estará, assim, desencadeando o processo de circulação de energia, de alegria, de riquezas, de abundância na sua vida e na de outras pessoas.

    2. Receber agradecido, diariamente, todas as dádivas que a vida oferece: a luz do sol, o canto dos pássaros, as flores, a neve do inverno. E estar aberto para receber dos outros, seja um presente material, seja dinheiro, seja um cumprimento, seja uma oração.

    3. Assumir o compromisso de manter a riqueza circulando em sua vida, dando e recebendo os mais preciosos presentes: carinho, afeição, apreço, amor. Desejar, em silêncio, felicidade e muita alegria toda a vez que encontrar alguém.



  • A lei do carma ou de causa e efeito

    1. Observar as escolhas que vai fazer a todo o momento. E na observação dessas escolhas, traze-las para a percepção consciente. Ter bem claro que a melhor maneira de se preparar para todos os momentos do futuro é estar plenamente consciente do presente.

    2. Toda a vez que for fazer uma escolha, pergunte: “quais serão as consequências desta escolha?”, Esta escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros que serão afetados por ela?”“.

    3. Pedir, então, orientação ao coração e seguir a mensagem enviada por ele de conforto ou de desconforto. Se a escolha for de conforto, entregar-se totalmente a ela. Se a escolha for de desconforto, parar para ver as consequências daquele ato com sua visão interior. Essa orientação permitirá fazer escolhas corretas espontâneas tanto para você quanto para os que circundam.



  • A lei do mínimo esforço

    1. Praticar a aceitação, dizendo: “hoje aceitarei pessoas, situações, circunstâncias, fatos como eles se manifestarem” saber que o momento é como deve ser. Porque todo o universo é assim. Não se voltar contra todo o universo é assim. Não se voltar contra todo o universo, lutando contra o momento presente. Dizer a si mesmo: “minha aceitação será total e completo; verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem”.

    2. Aceitando as coisas como são, assumir a responsabilidade pela sua situação e por todos os fatos que considera problemático. Ter bem claro que assumir a responsabilidade é não culpar alguém, ou alguma coisa, pela sua situação. Saber, também, que todo o problema traz em si uma oportunidade e que a consciência das oportunidades vai permitir olhar para o momento problemático e transformá-lo em imenso benefício.

    3. Assentar sua percepção, hoje, na indefensibilidade desistir da necessidade de defender seus pontos de vistas e de convencer e persuadir os outros a aceitá-los. Permanecer aberto a todos os pontos de vista e não se prender a nenhum deles.



  • A lei da intenção e do desejo

    1. Fazer uma lista de todos os seus desejos. Carregar essa lista para todos os lugares. Olhar para ela antes de entrar em silêncio e meditação. Olhar antes de adormecer à noite. Olhar quando acordar pela manhã.

    2. Liberar a lista de seus desejos e a soltar no ventre da criação. Confiar. Se as coisas não saírem como deseja, há uma razão para isto. O plano cósmico com certeza terá desígnios maiores do que a pessoa possa conceber.

    3. Lembrar de praticar a consciência do momento presente em todas as ações. Não permitir que os obstáculos consumam e dissipem a qualidade da atenção no momento presente. Aceitando o presente como ele é, o futuro se manifestará nas intenções e nos desejos mais caros e profundos.



  • A lei do distanciamento

    1. Comprometer-se, hoje com distanciamento. Dar a sí próprio e aos outros a liberdade de ser o que é. Evitar a imposição rígida de suas idéias sobe como as coisas devem ser. Não forçar soluções de problemas, criando assim novos problemas. Participar de tudo, mas com envolvimento distanciado.

    2. Transformar a incerteza em um ingrediente essencial da própria experiência. Na disponibilidade para aceitar a incerteza, as soluções emergirão espontaneamente do próprio problema, da própria confusão, da desordem, do caos. Quanto mais incertas forem as coisas, mais seguro deverá se sentir, porque a incerteza é o caminho da liberdade. Através da sabedoria da incerteza encontrará segurança.

    3. Entrar no campo de todas as possibilidades e antecipar a excitação que pode ocorrer quando se está aberto a uma infinidade de escolhas. Quando entrar no campo de todas as possibilidades, experimentará toda a diversão, toda a magia, todo o mistério, toda a aventura da vida.



  • A lei do darma ou do propósito de vida

    1. Nutrir amavelmente, hoje, a divindade que habita você, no fundo de sua alma. Prestar atenção ao seu espírito, que anima seu corpo e sua mente. Despertar desse profundo sono dentro de seu coração. Carregar consigo a consciência da temporalidade, do ser eterno, em todas as experiências limitadas pelo tempo.

    2. Fazer uma lista de seus talentos únicos. Depois, outra lista das coisas que adora fazer quando esta expressando esses talentos. Diga, então: “quando eu os expresso e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida, bem como na vida de outros”.

    3. Perguntar a si mesmo diariamente: “como posso servir?” E “como posso ajudar?” As respostas a estas perguntas permitirão ajudar e servir a seus semelhantes com amor.


  • Espíritos de Luz