terça-feira, 27 de maio de 2008

As Casas Astrológicas - Parte I

Num mapa natal, os setores ou Casas terrestres, em numero de doze, especificam as principais áreas de experiências de vida. Com o conceito de "casa" a linguagem astrológica permite classificar todos os aspectos de existência em doze categorias básicas. À primeira vista, essa sistematização poderá parecer um tanto artificial e nem sempre ficar muito claro porque a tradição reuniu num mesmo "departamento" assuntos até certo ponto dispares. Porém, a medida em que confrontamos o esquema de casas com os fatos, constatamos que estamos diante de um poderoso recurso para organizar, de modo compreensivo, a multiplicidade caótica das vivências humanas.

O conjunto das casas também é denominado "zodíaco terrestre", em razão de suas correspondências analógicas com qualidades zodiacais. Nos desenhos modernos das cartas natais, as casas são representadas em setores circulares acompanhando a faixa zodiacal. No entanto se contemplarmos a faixa esférica do céu, denominada zodíaco, veremos que ela tem dois pontos de contato com o plano terrestre: o nascente, ao leste, e o poente, ao oeste. O signo que está nascendo à leste no momento do nascimento da pessoa é o signo Ascendente. O signo oposto é o Descendente. Os outros dois pontos que inter-relacionam o plano terrestre e as faixas zodiacais são: o ponto mais elevado do céu, o zênite ou Meio céu, e o ponto oposto a ele, o nadir ou Fundo do Céu.
Levando em conta esses quatro ângulos, o mapa é então dividido em 12 partes, as 12 casas. Mas uma complicação técnica ocorre a essa altura. O Meio-Céu, não é necessariamente o signo que está a pino no instante do nascimento, mas sim o ponto resultante da distancia angular que o Sol percorre desde a aurora até o meio dia ou desde o meio-dia até o ocaso. E como a duração do dia varia com as estações e a latitude, são raros os casos em que os eixos Ascendentes/ Descendentes e Meio-Céu/Fundo-do-Céu se encontram em ângulo reto. Por esse motivo existem diferentes sistemas para se dividir as casas. Os sistemas de domificação mais utilizados nos mapas natais são o sistema Placidus e sua revisão moderna denominada sistema Topocêntrico, e também o sistema Koch. Eles têm em comum a mesma definição para os ângulos (casas I, IV, VII e X), variando apenas na marcação das casas intermediárias.
Na análise astrológica examinam-se os signos e planetas presentes em cada uma das casas para se saber como a pessoa tende a de conduzir nos assuntos correspondentes. Também é muito importante, na interpretação, levar em conta o dispositor da casa, ou seja, o planeta regente do signo que se encontra na cúspide (no inicio) da casa.
Planetas e signos numa Casa revelam muito mais do que os fatos externos. Posicionamentos numa casa descrevem uma paisagem interior, imagens inatas que carregamos e que são "projetadas" neste particular setor. Nós filtramos o que está acontecendo no exterior através das lentes subjetivas dos signos e planetas numa casa, os quais, por outro lado, sugerem a melhor maneira e a forma mais natural de conhecer esta área da vida a fim de desenvolver nossas potencialidades essenciais.
As casas não são departamentos estanques. Concebidas em sua totalidade, revelam um processo do maior significado – a história do aparecimento e do desenvolvimento de um ser humano.

HEMISFÉRIOS E QUADRANTES
A linha do horizonte divide o mapa em dois hemisférios, um superior e outro inferior. As casas que se localizam abaixo do horizonte (da 1º à 6º) estão mais diretamente ligadas ao desenvolvimento do individuo, à identidade em separado e aos requisitos básicos que a pessoa necessita para viver são conhecidos como casas pessoais.
As casas que ficam acima do horizonte (da 7º à 12º) focalizam a conexão do individuo com outros num nível de pessoa para pessoa, em termos de sociedade como um todo e com relação ao resto da criação. São conhecidas como casas coletivas.
O eixo do meridiano cruza a linha do horizonte gerando outra divisão na roda das casas, os quatro quadrantes.
No Quadrante I (da 1º à 3º casa) o individuo começa a se formar como entidade distinta através da diferenciação do Eu (casa I), do corpo e substancia (casa II) e da mente (casa III).
No Quadrante II (da 4º à 6º casa) o crescimento envolve a expressão e aprimoramento do Eu diferenciado mediante a educação familiar e as heranças ancestrais (casa IV), a exteriorização do Eu (casa V) e ao aperfeiçoamento de sua natureza particular, competências e capacidades (casa VI).
No Quadrante III (da 7º à 9º casa) o individuo expande o conhecimento através de relacionamentos íntimos com outras pessoas (casa VII), da queda do ego-identidade individual no aprofundamento da união com os outros (casa VII) e de um novo despertar do Eu (casa IX).
No Quadrante IV (da 10º a 12º casa) a principal preocupação é expandir ou transcender as fronteiras do Eu. O papel social de uma pessoa é descrito na Casa X, várias formas de conscientização grupal são exploradas na casa XI e uma identidade espiritual é exercitado na casa XII.


Associando a leitura do mapa astral tradicional, conforme dito acima, podemos considerar a leitura cármica do mapa astral dividindo e descrito abaixo.
Esta leitura nos proporciona a descobrir nossa missão no planeta terra nesta encarnação e quais as dívidas que viemos saldar do passado.
Devemos nesta interpretação de mapa sempre analisar em conjunto a leitura tradicional que entendemos como potencialidades.



MAPA ASTRAL

DESCRIÇÃO CÁRMICA:

CASA 1: Programa de personalidade a desenvolver para esta vida.

CASA 2: Saldo das vidas anteriores; programa cármico relativo aos bens terrestres; aquisições ou perdas (em função de dívidas materiais de vidas anteriores).

CASA 3: Irmãos, irmãs e primos das vidas precedentes. Bagagem mental adquirida nas permanências planetárias antes desta encarnação. Estudos, competências, conhecimentos anteriores.

CASA 4: Memórias das infâncias anteriores, frustrações infantis não liquidadas nas vidas precedentes. Imagem do Lar anterior.

CASA 5: Filhos, amores das vidas anteriores. Projetos não realizados nestas vidas, e que a entidade quer realizar na atual. Criações a prosseguir. Aptidões teatrais, educativas, ou bolsistas, adquiridas anteriormente. Filhos e Amores cármicos.

CASA 6: Doenças cármicas, previstas para pagar uma dívida. Carma de serviço (médico, administrativa, caritativa). Carmas a liquidar com os domésticos, funcionários, animais familiares.

CASA 7: Programa de vida conjugal e associativa escolhida pela entidade. Carmas conjugais, cônjuges das vidas anteriores. Serviços sociais motivados pôr carma jurídico.

CASA 8: Condições da morte precedente (país, tipo de morte, doença, acidente, etc...). Aptidões psíquicas herdadas de vidas anteriores, por iniciação, formação religiosa ou ocultista. Indicação do ascendente da próxima encarnação.

CASA 9: Religião, filosofia, ideais que motivaram o nativo para esta encarnação. Desejo de progresso espiritual, que motivou a escolha deste mapa do céu.

CASA 10: Programa de desenvolvimento, de auto realização pela vida profissional. Escolha de uma profissão que responda a um carma profissional.

CASA 11: Amigos da vida precedente, relações sociais a reatar ou a aperfeiçoar: carmas amistosos e comunicativos.

CASA 12: Doenças, provações da vida precedentes ( hospitais, prisões, solidão...). Dívidas não liquidadas de um ciclo de reencarnações. Dá o ambiente geral da última encarnação marcante.

Chagas

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Estudo da Astrologia

Estes estudos não estão baseados em dogmas, mas em análises e observações efetuadas durante vários séculos.
O relacionamento se dá com o Universo, o qual chamamos de zodíaco, e estas energias influenciam o nosso dia a dia aqui no planeta Terra.
Logicamente devemos considerar que a Astrologia empregada no planeta Terra somente serve para este, pois em outros pontos do Universo o referencial muda e se houver algum instrumento assemelhado a este, os fatos com certeza serão outros.
A Astrologia é um instrumento de Auto Conhecimento, onde poderemos desenvolver as nossas habilidades e corrigir as nossas fraquezas.
Num determinado momento mesmo as coisas positivas parecem não dar certo, mas devemos considerar que as posições planetárias, que mudam a cada segundo, mudam nosso comportamento e ação.



HISTÓRIA DA ASTROLOGIA

A Astrologia é tão antiga que em nosso planeta, se formos analisar a sua origem, verificaremos que na Mesopotâmia trinta séculos antes da Era Cristã, já existia.
No sexto século antes de Cristo, atingiu a Índia e a China.
A Grécia recebeu a Astrologia no período Helênico e transmitiu-a aos Romanos e Árabes.
Os egípcios eram excelentes astrônomos e astrólogos, descobriram que a duração do ano era de 365 dias e um quarto e o dividiram em doze meses, com trinta dias cada, com mais cinco dias excedentes.
Foram os Gregos que aperfeiçoaram a Ciência Astrológica e, dois séculos antes de nossa era, levantavam horóscopos exatamente como o levantamos hoje.
Criaram o zodíaco intelectual, com doze signos de trinta dias, ou trinta graus cada.
Os Romanos demoraram a aceitar a idéia da Astrologia devido aos seus deuses, mas só com o Imperador César Augusto que ela triunfou.
Com o Cristianismo perdeu sua característica de conhecimento sagrado para apenas manter-se como arte divinal, pois os cristãos opunham a vontade do Creador ao determinismo das estrelas.
Esqueceram-se naturalmente que foi o creador que fez estas mesmas estrelas.
Nos Tempos de Carlos Magno a Astrologia se espalhou por toda a Europa.
Na Idade Média ela se manteve poderosa e nem o advento da Reforma conseguiu prejudicá-la.
Hoje ela é mundialmente conhecida e, embora negada por uns, tem o respeito da maioria.
Gradualmente está se despindo de sua característica de advinhação e superstição, para ser considerada em seu justo valor, pois é um ramo do conhecimento tão respeitável como a Psicologia, Psicanálise e Psiquiatria ou a Parapsicologia, que estudam e classificam os fenômenos sem testes de laboratório e sem instrumentos de física, empregando, apenas, a análise e observação.
Raios cósmicos provindos de desconhecidos pontos do Universo, viajando a velocidade de 300.000 quilômetros por segundo e tendo um comprimento de onda de um trilionésimo de milímetro, caem como chuva ininterrupta sobre a Terra, varando nossa atmosfera e atravessando paredes de concreto e de aço com a mesma facilidade com que penetram a nossa caixa craniana e atingem nosso cérebro, influenciam nossa vida e a relação astrológica.
Observações provaram que a Lua influencia as marés, o fluxo menstrual das mulheres, o nascimento das crianças e animais, a germinação das plantas e provoca reações em determinados tipos de doentes mentais.
Portanto não podemos negar que os astros emitem vibrações e criam campos magnéticos que agem sobre as criaturas humanas.
O destino de uma pessoa é resultante de uma série de fatores, sendo que os mais importantes , depois de seu caráter e temperamento, são o seu comportamento e as suas atitudes mentais.
A Astrologia é uma ciência, capaz de indicar as nossas reais possibilidades e acusar as falhas que nos impedem de realizar nossos desejos e objetivar nossa personalidade.
Pode nos apontar problemas de saúde, aptidões no trabalho e seu tipo, alegria com nossos amigos, como é nosso lar, etc...


ZODÍACO

É uma zona circular cuja eclíptica ocupa o seu centro. A eclíptica é o caminho que o Sol parece percorrer e nela estão colocadas as constelações chamadas zodiacais, que correspondem astrologicamente aos doze signos.
O ano solar (astronômico) e intelectual (astrológico) tem início a 21 de março.
O círculo zodiacal tem 360 graus e está dividido em doze casas iguais de 30 graus cada.
Não há certeza da origem desta divisão, pois nos monumentos da Índia e do Egito foram encontrados vários zodíacos.
Provavelmente a Babilônia foi o seu berço.
Cosmicamente, o zodíaco representa o homem arquetípico, contendo: o binário masculino - feminino, constituído pela polaridade positivo - negativo dos signos; o ternário rítmico da dinâmica universal, ou seja, os ritmos impulsivo, estável e mutável; o quaternário, que representa os dois aspectos da matéria, cinético e estático, que se traduzem por calor e frio - umidade e secura. Este quaternário é encontrado nas forças fundamentais - radiante, expansiva, fluente e coesiva - e em seus quatro estados de materialização elementar: fogo, ar, água e terra.


ASTROLOGIA E REENCARNAÇÃO

A Astrologia não tem só uma tendência racionalista.
Alguns astrólogos se dividem entre as tendências racionais e espirituais.
Em nosso grupo espiritual, procuramos abordar os dois aspectos, pois um é complementar do outro.
Não adianta informar a pessoa que ela tem dificuldades, por exemplo, em ganhar dinheiro nesta vida, se não informarmos os aspectos destoantes de seu mapa astral e seu relacionamento com prováveis erros do passado, que podem ser trabalhados nesta vida, melhorando assim o aspecto destoante.
Afinal reencarnamos para nos lapidarmos em nosso crescimento espiritual e devemos consertar alguns aspectos destoantes, que chamamos de karma adquiridos em outras vidas.
A tendência racional se baseia sómente nos aspectos psicológicos do indivíduo.
Já a tendência espiritual descreve o corpo doente, a mente desequilibrada ou a vida emocional perturbada relacionada com as vidas passadas.
Este estudo recoloca o homem numa estrutura de espaço e tempo que esclarece sua finalidade, pois pode responder a questões fundamentais que o indivíduo se coloca: "Quem sou eu? Para que serve a minha existência? Aonde irei depois de minha morte? De onde vim?".
Analisando desta forma o tema explica os gostos, o temperamento, os defeitos e as qualidades do nativo.
Descemos aí a um nível de detalhamento e investigação mais profunda, informando o comportamento atual. do indivíduo.
A Astrologia espiritualista é uma espécie de revelação sobre a organização divina do Cosmos.
Ela nos liga ao projeto divino e juntamente com a numerologia, cabala e I ching , etc... são arcanos do conhecimento superior universalista.


ALGUMAS TERMINOLOGIAS ASTROLÓGICAS

Se formos abranger todo o estudo da Astrologia, teríamos que escrever compêndios inteiros.
Mas, existem diversos escritos, e nosso objetivo é dar uma pequena idéia de como funcionam as energias Astrológicas como instrumento de AUTO CONHECIMENTO.
Portanto, abaixo, vamos dar algumas terminologias astrológicas, para que todos possam entender do que estamos falando.
SIGNOS:-
Representam as partes da eclíptica nas quais o Sol parece passar sucessivamente. Cada signo do zodíaco cobre 30º de um círculo de 360º.
Os signos são em número de doze:- Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, Peixes.
O início do zodíaco representa o início da Primavera no Hemisfério Norte e o Outono no Hemisfério Sul, representado por Áries.
Também os signos representam as constelações zodiacais, e são chamados "setores celestes".

PLANETAS:-
No campo astronômico, os planetas são corpos celestes que giram em torno do Sol e refletem sua luz, pois não têm luz própria.
Na análise do mapa astrológico consideramos os dez planetas, sendo o Sol e a Lua também considerados planetas e chamados luminares.
Os planetas, são portanto:- Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.
Verifiquem que não consideramos a Terra como planeta, pois o lugar referencial é exatamente a Terra, de onde observamos o zodíaco.

CASAS:-
São chamadas também "setores terrestres".
As casas são campos vitais, nos quais se aplica nossa energia. Isso é válido não só para esta vida, como para toda a nossa trajetória cósmica.
A divisão do zodíaco está efetuada em quatro quadrantes, sendo que cada quadrante possui três casas astrológicas de 30º cada uma.
Representa uma mandala e tem ressonâncias numerológicas e simbólicas muito forte.
A estrutura íntima do cosmos está baseada nos números três, quatro e doze.
Podemos citar como exemplo as doze tribos de Israel, a Santíssima Trindade, Os quatro evangelhos do novo testamento, etc...

DECANATOS:-
São divisões dos signos (30º) em três dezenas de 10º cada uma.
Estão relacionados aos aspectos físico, mental e espiritual.
O primeiro decanato é mais físico;
O segundo decanato é mais mental, emocional: e
O terceiro decanato é mais espiritual.

ASCENDENTE:-
É o grau do zodíaco (signo) que se eleva no horizonte oriental no momento do nascimento.
É também a ponta, ou cúspide, da casa I.
O ascendente indica como você inicia o desenvolvimento de sua personalidade, a partir da própria personalidade que é o SOL.
Para acharmos o ascendente, devemos ter a hora precisa de nascimento, pois pode mudar totalmente as características do indivíduo se houver erro.
Como exemplo citamos que a cada 4 minutos temos um grau de diferença.

RETRÓGRADO:-
A retrogradação é um movimento aparente dos planetas, que dão a impressão de parar no seu curso, para depois retomar o curso.
Esse fenómeno é resultante da diferença entre a velocidade da revolução dos planetas e a Terra ao redor do SOL.
Os planetas retrógrados correspondem a problemas vindos de vidas anteriores e temos nesta vida excelentes chances de limpar estas energias problemáticas, pois teremos situações assemelhadas à outras vidas.

NÓS DA LUA:-
indicam o caminho seguido pela entidade no decorrer de suas vidas.
Os nós atam fios invisíveis de uma vida para outra.
O Nó Sul , é o que foi acumulado e adquirido nas vidas passadas.
O Nó Norte, indica as nossas tendências nesta encarnação, os objetivos para os quais deveremos dirigir nossa alma.
Também consideramos os Nós como o eixo carmático que devemos percorrer nesta vida.

ASPECTOS:-
É a distância angular entre dois planetas, tais como estão posicionados no tema astral.
De acordo com a tradição os planetas se influenciam reciprocamente, e modulam-se com o indivíduo nas características que modificam em função das pessoas que o cercam.
Existem aspectos maiores e menores.
Os aspectos maiores são:- conjunção, quadratura, trígono e oposição.

CONJUÇÃO:-
Dois planetas estão em conjunção quando se encontram na mesma longitude do círculo zodiacal, com uma orbe de + ou - 10º.
As conjunções são uma chave das questões da encarnação em questão.
As conjunções podem estar em harmonia ou não, dependendo dos elementos onde se encontra a referida.

OPOSIÇÃO:-
Liga aspectos planetários em oposição um ao outro no círculo zodiacal, isto é, a 180º, com um orbe possível de + ou - 10º.
Representa este aspecto um bloqueio, pois os planetas opostos procuram aniquilar-se, simbolicamente, mutuamente.

TRÍGONO:-
Liga dois planetas situados a 120º um do outro, com um orbe possível de + ou - 7º.
Descreve as aquisições de outras vidas do nativo, seus talentos profissionais, artísticos, educativos, financeiros, etc...
Estas sequências obtidas em outras vidas seguem sem que o nativo perceba o fato.
Atuam mais no campo psicológico do que no concreto.

QUADRATURA:-
Liga dois planetas situados a 90º um do outro, com uma orbe possível de + ou - 7º.
Representa um conflito, pois estão em elementos diferentes.
As quadraturas representam maus hábitos cármicos.
Vem nesta reencarnação aprender estas quadraturas, pois quer se livrar delas.
Não deixa de ser um combate a travar nesta vida.

ASPECTOS NOS ELEMENTOS:-
Eis um pequeno resumo da significação cármica dos aspectos dos elementos com os planetas.
Água, indica uma bagagem cármica emocional muito incômoda. O nativo está demasiadamente apegado a segurança emocional, a seus sentimentos passados e aos seres amados.
Signos de água: Câncer, Escorpião e Peixes. Casas IV, VIII, XII.
Ar, indica um carma nas idéias e no conhecimento. O nativo deve trabalhar para adaptar os olhos da alma á realidade.
Signos de ar: Gêmeos, Libra e Aquário. Casas III, VII, XI.
Terra, sugere que o nativo é prisioneiro de apegos materiais. Possessivo dos bens materiais, móveis, imóveis, segurança no emprego, etc... deve se despojar disto.
Signos de terra: Touro, Virgem, Capricórnio. Casas II, VI, X.
Fogo, traduz vidas anteriores razoavelmente ativistas. Um mau aspecto recebido nesse elemento indica que o nativo acreditou tanto nas virtudes da ação, que esqueceu de pensar (ou amar).
Signos de fogo, Áries, Leão e Sagitário. Casas I, V, IX.


A ASTROLOGIA COMO DIAGNÓSTICO E COMO CURA

Demos acima algumas noções básicas da Astrologia para que o indivíduo possa saber algumas coisas, pode-se dizer essencial na busca de seu Auto Conhecimento.
Talvez perguntem para que serve tudo isto?
Bom, poderíamos responder que a Astrologia serve para muita coisa, inclusive para se ganhar dinheiro.
Mas, nosso objetivo é auxiliar os indivíduos a se conhecerem e incentivá-los a busca da sua Verdade, pois o único caminho em busca desta VERDADE, esta escrito na própria Bíblia, com palavras de JESUS que diz :- "CONHEÇA A TÍ MESMO E SABERÁS A VERDADE".
Portanto, estamos deixando claro que não existem milagres, pois o milagre é você.
Se não acreditas nisto, lamentamos, mas, não poderemos ajudá-lo.
Como diagnóstico, usamos a Astrologia não só como um instrumento de Auto Conhecimento, mas juntamente com o indivíduo podemos auxiliá-lo nas necessidades mais graves tipo Saúde, Trabalho, Família, etc...
Se foi adquirida nesta vida temos que ver os aspectos destoantes do mapa.
Se você tem esta doença vinda de outras vidas aí a Astrologia trabalha, para além de detectar o fato ela te dá algumas dicas de como quebrar este Karma.
Logicamente vai depender do indivíduo para que este assunto se resolva, mas, temos certeza se fizerem um esforço individual, sairão do problema.
Não existe receita mágica, existe sim um estudo e muito trabalho para que todas as energias sejam HARMÔNICAS.
Quando encarnamos, temos um programa de vida traçado, mas, nosso livre arbítrio muitas vezes nos tira do caminho e a Astrologia é um destes Instrumentos que nos faz perceber porque viemos para cá e quais nossos objetivos nesta vida e para a próxima.
Enfim é maravilhoso podermos ter um instrumento de crescimento em mãos, que permita-nos saber com alguma antecedência, que caminhos melhor trilhar em busca do crescimento como espírito.
Não só a Astrologia faz isto, mas, outros instrumentos também o fazem, como é o caso da Numerologia.

Espíritos de Luz

domingo, 25 de maio de 2008

Areias do Tempo

Em tempos passados, as tribos nômades do norte da Europa, levavam vida simples e difícil e, como ainda hoje acontece, não se fixavam porque não se sentiam presas a terra e sim à própria vida no deserto.

O solo árido nada produzia por muito tempo e além disso, as freqüentes tempestades de areia matavam qualquer vegetação mais delicada.

Protegendo-nos na mais sincera afinidade espiritual, pudemos constatar que alguns de nossos melhores amigos trazem consigo lembranças comuns de pessoas, lugares e fatos que nada tem de semelhante com suas atuais situações de encarnados e desencarnados. É interessante notar que tais recordações, embora vindas de pessoas diferentes, casam-se conscisamente, completando um todo com sentido e significado que não escapam a sensibilidade de quem permite aos limites da subconsciência alargarem-se para acolher conhecimentos mais profundos a respeito de si próprios.

As lembranças reveladas, conscientemente ou não, por essas pessoas, cuja existência temos dividido desde muito, serão reunidas sob forma romanceada nos capítulos que se seguem, o primeiro dos quais intitula-se "Areias do Tempo" e vem a ser o extremo de nossas reminiscências.

É esse, portanto, o início do nosso tempo, da nossa amizade, do nosso amor e da afinidade espiritual que nos fez buscar-nos mutuamente visando a elevação física, moral e o ressarcimento de pesadas dívidas contraídas através das épocas, por nossa inconseqüência ou descaso às leis divinas.

16.10.1976

Christian

Parte I

Estávamos outrora em terras bárbaras rodeados pelo vento do norte. Fazia frio intenso. havia luzes ao longe, na aldeia, e os lobos da campinas uivavam sem ousar maior aproximação.

Nessas épocas distantes, nosso povo vagava pelos desertos como que a procura de um ideal inatingível. A noite, olhando o céu, não se via mais que bilhões de pontinhos luminosos a nos guiar por aquelas paragens esquecidas.

Nada tínhamos senão o céu, as estrelas, as rochas, as areias e a nós mesmos. Nossos gestos eram rudes, nossa fala quase ininteligível e a força física estava a cima da capacidade mental.

Que chances tínhamos para viver? Era a lei do mais forte contra a natureza hostil. Deixávamos para traz qualquer aldeia, oásis, gruta ou outro tipo de moradia e seguíamos o vento: vínhamos com ele e éramos levados por seu rastro. Sempre fôramos assim desde o início. E eu temia que assim continuássemos até o final dos tempos.

Parte II

Aquele dia, porém, amanheceu como se fosse diferente dos demais. O ar era transparente e o sol fazia brilhar, de maneira singular, os grânulos do chão.

Além dos montes de areias escaldantes, bem longe de onde estávamos - e justamente para onde iríamos - habitavam povos estranhos e, naturalmente, hostis. Como sempre, estaríamos apenas de passagem por suas terras, mesmo assim não seríamos bem recebidos junto aos seus oásis. Outra vez haveria luta e sangue em nosso caminho. Outra vez custariam caro alguns poucos dias de repouso. Já não podia ser! Eu já não queria lutar, não queria seguir... E foi então que notei que não estava só.

Por que, se todos sempre viveram assim, alguns teriam de querer mudar?

Pensamentos e sentimentos ocultos há muito tempo vieram à consciência de um pequeno grupo: deveria haver outro tipo de vida; um lugar que fosse nosso. Sim, e só lutaríamos para defendê-lo, se preciso fosse. Mas onde encontraríamos, entre ventos e areias, um pedaço de chão que nos aceitasse como seres viventes? E haveria outra forma de conseguí-lo que não fosse a violência? Por certo que sim. Poderíamos ter nos estabelecido em qualquer dos muitos oásis ermos que havíamos deixado para trás, ao longo de nossas vidas. O deserto era imenso. Certamente, em algum ponto escondido sob aquele sol ardente, estaria à nossa espera, uma vida mais feliz.

Formávamos um grupo pequeno e fraco que, por certo, não resistiria por muito mais tempo às rudes caminhadas. Creio que o cansaço nos ajudou a superar medos e dúvidas e a permanecer ali até o último de nossos dias. Desse modo, movidos por um forte desejo de parar, nos deixamos ficar, sentados aos pés de alguns rochedos, vendo o céu se abrir novamente, à espera de uma manhã que custou bastante a chegar.

Vimos um homem enorme e grotesco, bradando ferozmente ante a nossa decisão. Talvez quisesse saber o que faríamos para sobreviver ali, naqueles campos inférteis. Nós mesmos desconhecíamos a resposta mas sabíamos que seria inútil ir além para nos deixar morrer pela fadiga ou pela luta.

Parte III

A caravana seguiu sem nós. Na hora da partida, dois olhos cruzaram os meus e, percebi, umedeceram-se. Senti um profundo abalo, um forte aperto no coração e não soube explicar porque meus olhos também lacrimejaram. Naquele instante, aprendemos a chorar.

O grupo seguiu. Mas o vento quente não secou aquelas lágrimas nem tampouco o tempo apagou a lembrança daqueles grandes olhos negros que me fitaram intensamente. Não compreendi, não compreendemos.

Parte IV

Os poucos que permaneceram sob aquele céu azul conheceram duas palavras terríveis: nunca mais. Nosso povo jamais trilhava por duas vezes o mesmo caminho, por isso nunca mais veríamos os que partiram; aquilo era saudade. Começávamos a entender as leis do amor.

"Nunca mais", "saudade", "chorar".... tais palavras continham um grande mistério e eu jamais as afastei de minha mente.

Parte V

Procuramos alimentos e lugares mais aprazíveis. E muitas manhãs foram passadas até que, do outro lado da encosta oeste, descobrimos um pequeno vale, uma nascente de águas cristalinas e uma gruta. Era o bastante.

E até hoje, quando posso, volto àquele pequeno vale verde para olhar o céu, ver aqueles poucos bilhões de pontinhos brilhantes e lembrar os dias em que ali vivemos, dias escuros e sombrios, pois, mesmo que o sol brilhasse, nossa ignorância não nos deixava ver-lhe a luz.

Mantivemo-nos unidos e juntos vencemos a saudade, a solidão, o medo de coisas desconhecidas. Juntos buscamos alimentos. Juntos aprendemos muito sobre a natureza e sobre nós mesmos e vimos, ainda, que quanto mais tempo permanecíamos lado a lado, maior era o sentimento que nos mantinha unidos.

Diariamente, após terem caminhado horas sob o sol causticante, chegavam à nossa frente, alguns aldeões que sitiavam as imediações. Inicialmente tivemos receio que nos vissem, por isso, nos escondíamos entre as rochas, observando-lhes curiosamente, os gestos e atitudes. Por fim, certificando-nos de que eram pacíficos, demos os primeiros sinais de nossa presença e como éramos todos desejosos de paz, viemos em pouco tempo, a compartilhar com aquela gente humilde e amigável, a nascente, a parca vegetação e as areias do nosso lar.

E assim passaram-se anos, talvez muitos; sim, porque criamos filhos e envelhecemos. Envelhecemos cedo porque muito cedo começamos nossa luta neste mundo.

Parte VI

A existência nômade ficou relegada à lembrança que eram transmitidas aos mais jovens.

Vez por outra, alguma caravana errante parava para abastecer-se naquele oásis. Tínhamos medo de sermos atacados, mas apesar disso, éramos impelidos a ir ter com os visitantes, pois restava em cada um, uma esperança calada de rever nossa gente. Por melhores que fossem nossos dias, gostaríamos de saber o que tinha sidos dos outros. Quantos teriam sobrevivido? Quantos e quem já deixara o deserto e a vida? Mas nosso povo jamais voltara a um antigo caminho. Nossas dúvidas faziam parte dos segredos da vida e dos mistérios da morte. Vieram a ser esclarecidas um dia, mas, até então, de nada sabíamos.

Parte VII

Foi numa noite fria, como a nossa primeira pousada naquele lugar, após uma tempestade de areia que quase encobriu todo o vale, que senti uma angustiosa saudade. Tive novo aperto no coração e, não podendo conter-me, saí a cambalear rumo aos rochedos do Sol, como chamávamos as rochas que foram o marco primeiro daquela fase de nossa vida. Procurei não ser notado. O céu abria-se novamente e as estrelas queriam sorrir. Soube, então, que era hora de transmitir aos mais jovens o significado das primeiras palavras que aquela terra nos ensinou: amar, nunca mais, chorar, saudade!

Chegando junto às grandes pedras verifiquei, sem muito espanto, que aquela que tanto me consolou as tristezas, desde que decidimos não mais vaguear pelo deserto, seguia-me em silêncio. Buscava, ela também, um lugar distante para morrer em paz?

- "Nunca mais", murmurou em nosso linguajar primitivo.

- "Saudade", respondi com esforço, reconhecendo no chão, as areias do tempo.

E ali permanecemos, envoltos em profundas recordações, até que os primeiros raios de sol vieram denunciar nossa ausência.

O peso dos anos e da saudade não me deixavam mais permanecer perfeitamente acordado, entretanto, ainda percebi vultos se aproximando. Alguém olhou-me bem de perto, com os olhos molhados. Ah! Conheci aqueles olhos!

Conheci aqueles olhos umedecidos pelo pranto! Eram os mesmos que vi chorar, anos antes, naquele mesmo lugar. Como poderia ser? Eram os mesmos olhos que me fizeram aprender a dizer "saudade" e "nunca mais", quando ainda estávamos na flor da juventude; era ela, agora, minha filha! Ah, quantos anos!... E agora minha filha...

Era tarde para tentar compreender, mas ela voltara para mim. Num relance, recordei todos os dias de sua vida: viera à luz de maneira um tanto selvagem, como todos nós, crescera ao lado dos irmãos e das demais crianças do grupo mas sempre era a mim que procurava nas horas de dor ou ao redor do fogo, onde ouvia com desvelo as velhas histórias de nossa gente, Era sempre dela meu gesto de paciência ou o melhor de minha caça. A predileta entre filhas e filhos que me partilhavam o sangue. Sim, sem dúvida, ela voltará para mim.

Foi assim, no último minuto de vida, que aprendi que os caminhos do meu povo não eram absolutamente sem volta, como sempre pensamos. Era tarde para entender tanta grandiosidade, mas não foi tarde para compreender que ela encontrara um meio de voltar.

Aqueles olhos grandes e negros perdiam-se novamente e pareciam saber disso, iluminados que estavam por uma vaga lembrança, rápida, doce, imperceptível.

Parte VIII

Depois de dissipado o nevoeiro que nos envolveu, nossos filhos guardaram somente aquela amarga seqüência: amar, nunca mais, chorar, saudade. Os velhos companheiros puderam ensinar que a saudade é o consolo maior de quem ama, quando o terrível nunca mais se aproxima. Nós, porém, que partíamos naquela hora, viemos a saber, bem mais tarde, que a saudade é o elo que une no tempo aqueles a quem o espaço separou.


ELISA GUANDALINI

P.I.